30 de Maio de 2011

ABC prático do ciclismo

“Em Espanha é só facilidades e em Portugal é um atraso

de vida e não há clarificação na regulamentação”

Lá fomos nós testar esta máxima popular. E surpresa! Não é verdade. Explicando:

Na sexta-feira seguinte ao brevet dos 400 kms jantar entre os envolvidos para rescaldo do mesmo e eventual participação no de 600.

Um: isto é muito caro, se calhar não vou.

Outro aluga-se uma carrinha e fica barato

E mais um: já aluguei algumas e fica caro

E mais outro: ju(a)ntamos outra vez para semana.

Até hoje. Tudo em águas de bacalhau (em vez de à lagareiro)

Chegada a hora a decisão, para quem se inscreveu, era carro próprio com motorista de ir e voltar sem descanso e com portagens, uma vez que o regulamento dos brevets refere autonomia completa e não aceita assistência. Ou a CP, por sugestão de colega.

Por interdição momentânea da linha do sul, automóvel até á Gare do Oriente (truque aprendido com um espanhol, quando é preciso dormir um bocado no regresso, reabastecer de comida ou mudar de farpela).

- Bilhete direto para Viana do Castelo, por favor.

- È melhor comprar só até ao Porto e são 30 euros.

- Tenho bicicleta!?.

- Tem que ir devidamente acondicionada.

Foi a primeira vez que interiorizámos o verdadeiro sentido de tal palavra, depois de um telefonema dias antes para os serviços de apoio ao utente, em vez de recorrermos aos emails, mas após pesquisa atempada ao que outros com objetivos semelhantes reclamaram.

Alem de outras, a palavra mais usual sempre fora “devidamente embalada”. Daí a aquisição, na véspera, de um rolo de sacos de plástico do lixo a um chinês (viriam a servir para pequenos descansos à beira da estrada ou aquecer o corpo durante a noite).

                       ALFA pendular

Acondicionar significa meter num dos vários locais que este comboio dispõe. A saber:

      *    debaixo do assento
      *    no compartimento por cima das cabeças, como nos aviões
      *    nas prateleiras para bagagens de grande porte existentes entre carruagens

Permite ainda outros, sem especificar o local, desde que não impeça a passagem.

Face ao regulamentado, solução simples: rodas atiradas para um lado e quadro metido no compartimento das malas (com o selim retirado ficaria melhor acondicionada. Uma das rodas serviu de apoio ao selim para impedir que o quadro tombasse para o corredor. A outra foi metida atrás do banco, o ultimo dessa carruagem).

                      Urbano

Pode ir montada e encostada em qualquer local ou ao lado do passageiro, desde que não impeça a passagem (perguntei ao revisor para que lado seria a saída, respondeu que normalmente é sempre no mesmo lado da entrada, tendo-a encostado à porta frontal de saída. Funcionou assim excepto na única vez que passei momentaneamente pelas brasas e 5 segundos depois alguém a encostara a um banco, porque o local de entrada de passageiros naquela estação mudara)

                      Regional

Uma maravilha. Onde outrora existia um compartimento para as grandes bagagens, existem, só na primeira carruagem, grampos de garagem, onde se penduram as “meninas”. Um regalo e um descanso (neste caso quatro. Caso o grupo fosse maior, negociar com o revisor ou, que remédio, repartir o pessoal pelos próximos comboios).

publicado por Ubicikrista às 22:29

10 de Maio de 2011

Infiltrámo-nos nos chamados amadores ditos “profissionais” e fomos ver como é que elas, as corridas, mordiam a sério, nesta UCI world cycling tour (UWCT) - Évora. 37 até monsaraz não é lá grande media, quando “eles” ameaçavam pelo menos com 42 nos dias prévios.

A explicação chama-se medufas e deve-se ao nº de kms, pois a corrida não começou na subida para monsaraz - onde só estavam perto de vinte bicicletas lá no alto, tendo-se reagrupado uma centena até motrinos -, mas sim na serra d´ossa, quando faltavam 60 kms para o templo romano (teria sido imposição do príncipe charles de visita recente á cidade, por sugestão da camila, deixar de ser templo de diana?). Esta sim uma distância bem conhecida e suportável pela maioria dos masters, que não acreditaram que alguém que andou a subir cabeços na véspera aguentasse também estes, e viram-no ir.

Mas ouve mais 4 curiosos da palmeira, sem medo dos kms, que no caminho para reguengos passaram pelo redondo antes de monsaraz e acompanharam, tal como dias antes, mister merckx e a sua guarda pretoriana no regresso ao hotel na muralha da cartucha, com passagem de novo pelo redondo. Meteram assim 160 no bucho. Para a próxima seria melhor inscreverem-se.

Vejamos o que o medo da distância fez aos ciclistas até reguengos:

PS: Avé Cesar il primo podium, na objetiva do João Manita.

 

publicado por Ubicikrista às 01:17

04 de Maio de 2011

Pronto, hoje quarta já se ultrapassou o nº 200 nas inscrições e até domingo ás 10, a coisa pode chegar aos 300. Claro que alguns ao verem as feras presentes não confirmarão a inscrição, mas também pode funcionar ao contrario como incentivo para outros. Nós vamos esquecer as médias (só gostamos de minis) previstas pelos Masters e vamos tentar completar a coisa dentro das 6 horas que dura o controlo horário, mas que a organização prolongará.

Entretanto, amanhã quinta feira, monsieur Merckx et leurs mosquiteurs não se vão querer levantar antes das 10 horas, não para evitar Monsaraz o cabeço, mas precisamente por causa dele, o vinho. É pena, tinhamos o S.Brissos para lhe mostrar como aperitivo para domingo, e de borla, o mesmo já não acontecerá no Grand Fondo - 30 euritos prevê a organização pela sua companhia. 

PS: Os mosquiteiros são: Albert Huysmans, Herman Van SpringelJos de SchoenmaeckerJos Huysmans, Jos SpruytKarel Rottiers, Lowieke Storms, Rudy de Bie  e Willy Vekemans.  

PS2: O Paulo Nabo de Montemor, com quem privámos na véspara durante um treino, fez um trabalho espetacular no dia seguinte.

publicado por Ubicikrista às 23:57

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