17 de Outubro de 2013

Chegar, ver e vencer. Do latim, veni, vidi, vici

Era a sua primeira corrida do género e ganhou-a. Passara a vida a contratar pessoas para desempenhar aquelas funções noutras paragens. Nunca tinha pensado entrar numa prova assim. Não eram muitos é verdade, mas entre os mais de 20, havia alguns com muita experiencia de muitos anos naquilo. Queria aquela vitoria  a todo o custo. Sabia quanto ela é importante, porque traz privilégios únicos ao seu portador: melhor colocação que os seus adversários e melhor leitura dos acontecimentos, melhores fotos etc. Quando toca a dar de beber à dor é o mais rápido e o que provoca menos desgaste e melhor recuperação em qualquer elemento da equipa que dele se aproxime. E então quando se dão fugas com mais de um minuto nos últimos km pode ultrapassar e saltar lá para a frente com autorização do diretor da corrida, se lá for um dos dele (minuto 18.40).

É verdade que para estar ali abdicara de disputar outro troféu matinal dos domingos (que o recente medalhado no pódio do madrid-lisboa tão bem denominou), a que raramente falta, porque gosta de participar mas nunca de o disputar. Até porque já não tem condições psicológicas para o fazer, alega.

Há quem diga tratar-se da famosa sorte de principiante, mas verdade é que quando questionado sobre como é ser-se bom a ir às sortes, disse:

- Vi onde estava o papelinho com o número um desde o princípio e ninguém o tirava. Quando chegou a minha vez ganfei-o.

publicado por Ubicikrista às 03:21

07 de Outubro de 2013

Uma corrida nunca se deve deixar chegar ao sprinte,

é perigoso, exceto quando são poucos, in entre nós

Hommer Simposon grita em plenos pulmões para o

Bart e a Lisa: Perdedores, são uns perdedores

No ciclismo popular de grupos ganha-se por ódio ao rival. Tem-se ódio porque o outro anda mais que nós. Ódio por quem sobe melhor. Ódio por quem sprinta melhor. Ódio porque se escolhe um percurso com mais subidas que plano. Ódio por quem é mais novo. Ódio pelos que saem 1/2 hora mais cedo ou mais tarde. Ódio por quem mal chega ao grupo já anda mais que nós. E quando há ódio quem é que perde? Os envolvidos. Sejam companheiros de escola, de grupo ou de rua.

Espanha sempre teve ódios entre ciclistas. Desde olano com indurain, passando por freire e valverde, até ao recente rodrigues/valverde. Abrindo um parêntesis para dizer que em itália se passou o mesmo. Foi preciso um paolo bettini, por sinal de origem argentina, para que houvesse união e pudessem ter de novo um campeão do mundo.

Numa dada altura indurain era tão superior aos seus adversários que meteu na cabeça começar a treinar os sprints, vá la saber-se porquê. Soberba? Nesse Mundial na Colômbia dava-se ao luxo de esperar pelos seus adversários nas subidas.

Na ultima então esperou demasiado. O olano que se atrasara nas subidas fartou-se e saiu lá detrás com tudo metido. O que fazer indurain? Ir atrás do seu colega de seleção ou não? Ficou. Olano viria a ganhar mesmo fazendo o ultimo km com a roda em baixo devido a um furo. Indurain bateria ao sprinte os seus rivais para o 2º lugar. Tanta superioridade para nada. Especialistas acusariam olano de traição porque indurain tinha a corrida controlada. Outros disseram de Indurain que foi bem feito por ter andado a brincar às superioridades

Agora voltou a passar-se o mesmo entre espanhóis. Rodrigues atacou e valverde não foi, tal como o Indurain. Só que desta vez estava lá o rui costa, conhecedor destes ódios, teve a calma suficiente assim que apanhou o rodriguez de não o passar de seguida sem primeiro descansar, e valverde deveria ter vindo com o rui, mesmo trazendo o nibali. Não o fez (a sua missão deveria ser responder aos ataques) e afundou o rodrigues deixando-o por sua conta. Assim como o rodrigues não deveria ter atacado a 3 km da meta porque o valverde era o melhor de todos no sprint.

No fim valverde desculpou-se de que não tinha forças. Purito disse que tinha atacado por sugestão de valverde e depois chorou (e o rui também – esta versão do hino nunca mais acabava). Teria chorado se valverde ganhasse e ele ficado em 2º como ficou? Valverde só quer ser campeão do mundo uma vez, mas ninguém se dispôs a ajudá-lo nas 5 vezes que já fez pódio (dois segundos e três terceiros), um recorde.

PS: não é verdade o que tem circulado. O comentador sabia quem ia ganhar, apenas deixou escapar um ligeiro alento iludido pela decisão do realizador ao desfazer o zoom em cima da meta (quando pareceu que o rui não ia conseguir)

publicado por Ubicikrista às 15:17

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