01 de Outubro de 2009

Quase que me matavaaaaaa !!!!

Olá a todos !!!

Confesso-me um completo ignorante da geografia espanhola. Antes deste fim de semana pensava que só havia montanhas de Madrid para cima.

Que armadilha a de Málaga e a montanha do Torcal! Paco e eu coincidimos em que esta marcha é mas difícil que os Lagos de Covadonga.

Conto-vos. No sábado pela manhã saímos de Madrid, o Paco e eu, pensando que o que íamos fazer era um passeio em grupo, visto que pôr quatro abastecimentos numa marcha de 115 Km era demasiado.

Chegámos e alojámo-nos num hotel em pleno centro de Málaga, estava recém reformulado e a verdade é que muito bem.

Desde que chegámos a Málaga demos conta de que as coisas ali correm num ritmo diferente ao de Madrid. As pessoas aqui andam muito mais tranquilas e devagar.

Também vemos que Málaga é muito maior do que tinhamos imaginado. Tem muitos semáforos que duram muito pouco tempo.

Bom, basta de descrições e vamos ao que interessa.

QUE BELAS MOÇAS QUE HÁ EM MÁLAGA. COLEGAS !!!!.

Lamento, não era isto o que queria dizer (embora seja verdade).

Pela tarde conhecemos o Juan que está justamente no local onde combinara com o Paco, ao lado do computador. Grande Paco, este sim sabia o que era o Torcal. Ele mesmo dizia que se tivesse explicado a dureza desta montanha não teria vindo tanta gente.

Bom, no dia seguinte, já na marcha, conhecemos o Fernando que veio de Granada. Subimos a montanha de Fuente de la Reyna. Uma montanha muito confortável, com bastantes patamares para se poder recuperar. Durante a subida da serra, só oiço os diferentes grupos de ciclistas falar da dureza do Torcal. Todos sabem a fama dos andaluzes para o exagero, mas  amigos, estes não estavam a exagerar nada……. 

Descemos a Fuente de la Reyna e após uma rampa conchavada vemos ao longe o Torcal. E iope, ele está muito, muito empinado, mas não parece estar longe.

As primeiras rampas começam logo a doer um pouquinho. O caso é que, como vem sendo hábito, o Paco descola o Fernando e a mim, e sobe ao seu ritmo.

Fernando e eu começamos a comentar estas coisas típicas que se costumam dizer nestas ocasiões. Que faço eu aqui?. Com que gosto estaria em casa. !!!! Já não tenho idade para isto!!!. Eu o que gosto é desfrutar da bicicleta, etc, etc, etc…..!!!!.

Bom, depois de subir umas quantas rampas de, creio eu, mais de 11%, chegamos a uma zona na qual podemos recuperar um pouco.

Justamente depois desta zona, começa a subida dos últimos 3 quilómetros. Uma recta interminável. Eu tenho que parar quando faltam 2 quilómetros, porque me começam a dar cãibras na perna esquerda e deixo que o Fernando suba à sua maneira.

Após recuperar, subo e encontro o Paco e o Fernando sentados num muro. Todos dizemos o mesmo !!! Que difícil é esta montanha !!!. Fazemos uma fotos e atiramo-nos até lá abaixo. Ao descer dou conta da formosura da serra de Málaga. Paisagens dignas dos Picos da Europa ou dos pré-pirinéus Aragonêses.

Na povoação seguinte dão-nos um abastecimento sólido digno de aplauso. Não posso conter a enorme vontade de comer, e então, como e bebo a duas mãos e um pé.

A partir daqui começa o mais difícil, voltar a Málaga. Um calvário de 40 quilómetros cheios de rampas e alguma subida mais ou menos prolongada. Continuo a sentir cãibras nas pernas e deixo abalar o Paco e o Fernando.

Com uns carretos dignos de bicicleta de montanha vou-me arrastando tendo o cuidado de não forçar muito os músculos para não voltar a ter cãibras. Inevitavelmente, numa das subidas, dão-me de novo as ditas cãibras. Paro um pouco e volto a subir na bicicleta.

Com dificuldade, chego ao ponto mais alto da Volta a Málaga. E daqui em diante uma grande e muito, muito divertida descida, com muitas curvas e muita técnica. Curvas daquelas de entrar devagar e arrancar à saída. Por fim e com alguma dificuldade na minha pedaleira tripla chego a Málaga, partilhando os mesmos sentimentos do Paco e do Fernando.

Um circuito muito difícil, uma organização excelente e sobretudo, pela minha parte, uma falta de treino impressionante.

É que eu, desde logo, não estava preparado para uma coisa assim. Nunca me costumam dar cãibras nas pernas…

Os meus parabéns aos malaguenhos pela sua dedicação a esta marcha e por ser tão bem feita. O único que não gostei foi a falta de um pouco de Reflex, que não encontrei durante toda a marcha. Teria sido uma grande ajuda, pois não fui o único com cãibras nesse dia.

E isso é tudo, companheiros do aço.

Vamos ver se nos incentivamos a juntarmos mais gente nas marchas. Ainda não nos demos conta mas já somos um Clube. E com muitos contactos. Não estranhem ver dentro em pouco o Eduardo Chozas na Ciclo-Lista.

Nada mais.

Ai, Ai !!! . Deixo-vos. Acaba de me dar uma cãibra  nas orelhas,,,,,, até logo !!!!.

publicado por Ubicikrista às 13:04

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