01 de Outubro de 2009

Bom, pois agora calha-me a mim contar a minha visão da Cicloturista. Evitarei não insistir no que já ficou dito e abusar nas impressões próprias. Como já assinalei no outro “emilio”, para mim a marcha suporia a estreia em muitas coisas: andar no meio de um pelotão enorme, participar numa prova organizada, subir os Lagos e subir uma montanha de categoria especial (até aqui só subi duas: o Pajares e S. Isidro e não há comparação). Pela minha estrutura física (1,87 e 83 quilos), subir esta montanha tinha um ponto de arrojo e ousadia (o meu sim tinha mérito e não o de "sem pica" como o do Faco).

A historia da marcha até à Basílica já foi contada por outros. Só acrescentarei que me deu muita pena um ou outro acidente que vi. Ainda que não tivesse consequências muito desagradáveis, parecia-me muito penoso que pessoas que tinham feito muitos quilómetros de carro e uma grande preparação, vissem como ia tudo ao ar em poucos quilómetros, devido a um enganchamento da bicicleta. Gostaria  de assinalar sobre este trajecto, que Faco insistia de que estava receoso no que respeita ao tempo que faria na subida, que necessitava de calor. Desta conversação lembrei-me eu  varias vezes, quando um nortenho como eu, que gosta de andar com tempo fresquinho, suava em gotas grandes debaixo de um sol  tremendo, na subida dos Lagos.

Ao começar a subir ia com o respeito que supõe uma subida tão difícil e tão pouco conhecida (de bicicleta) para mim. Mas uma vez que passei as primeiras rampas apanhei o que para mim é um bom ritmo de cruzeiro. Inclusive, permitia-me o luxo !!! numa subida como esta !!!! de ir ultrapassando pessoas. Desgraçadamente passei pelo Charly. Digo desgraçadamente porque isso só pode acontecer se o Charly for realmente mal. Sugeri-lhe que pusesse o capacete (pelo sol), mas a voz do além com que me respondeu, caiu-me como uma espinha difícil de engolir. O problema chegou na Huesera. Subia muito perto do meu limite e preferi parar justamente no final da rampa. Recuperei forças durante três ou quatro minutos e retomei a subida. Fiz bem, porque o resto da subida fui sempre bem, do bem que se pode esperar naquela situação. No final cheguei no posto 1087. O número é o menos. Aqui há seis ou sete anos, quando só andava de bicicleta para sair um pouco nos dias de verão, experimentei subir pela primeira vez a Robellada (montanha incluída nesta marcha) e subia-a mais tempo apeado do que de bicicleta. O meu único objectivo nesta marcha era chegar ao cimo e fi-lo em melhores condições do que esperava.

Como alguém já vos contou (Ramón, he, he) ocorreu-lhe que o percurso era curto e levou-nos a todos de excursão outros 55 quilómetros. A verdade é que ao Ramón lhe sobraram forças e que fez a viagem toda sempre com a mão no travão. (!!! mas oiçam, e o que desfrutou observando a paisagem, quê!!!)

Como podeis imaginar, após a finalização da marcha iniciaram-se as correspondentes actividades complementares, já relatadas por outros ciclolisteros.

Quero assinalar algumas sensações como resumo da marcha:

-          Subir os Lagos, sem carros e sem ruído é realmente impressionante. Chegar de bicicleta às zonas das aguas lá de cima, numa dia de sol e com a neve ao fundo é difícil de esquecer.

-          é uma delicia ("toca-nos" muito diríamos aqui) andar com pessoas como os ciclolisteros quando nos juntamos e que têm claras algumas coisas sobre competitividade, tempos livres, andar de bicicleta, ir para a estrada com amigos, ... (Um exemplo: esperou-se religiosamente, e sem uma única má cara em todos os abastecimentos, não se usaram cotovelos para conseguir postos dianteiros na  partida e manteve-se o grupo sempre unido enquanto isso foi razoável, ...)

-          No próximo ano voltarei!

Uma saudação (especialmente para os ciclolisteros que estão a preparar o Paris-Brest e que agora estarão a caminho de Santiago: Luis, Antonio, !!!Sois uns monstros!!!)

Eugenio M. Zamora

publicado por Ubicikrista às 16:48

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