01 de Outubro de 2009

Olá a todos.

Vou relatar o sucedido de ontem. Fui com o David levantar os dorsais e vimos o Andrés e o Fernando. Procurámos, em vão, a furgoneta branca do José Ramón. Uma pena não o termos encontrado, mas entre 700 participantes é realmente complicado. No sitio da partida, após umas palavras do Julio Jiménez, sorteia-se uma bicicleta de meio quilo, ganhador o dorsal 144: huyyy, tenho o 194, "quase" ... ;-) o afortunado tarda em aparecer, o que provoca um atraso de uma meia hora. Partimos  e de seguida começámos a subir ao Alto de La Mortera, vou "retendo" o David para que não lhe passe o mesmo  do ano anterior, mas resulta que o que vai passado de voltas sou eu. Pese o propósito de me ir reservando, subo às 170  pulsações. É a primeira montanha do dia e eu desperdiçando a gasolina :-(são uns 5 ou 6 km sendo o primeiro e o último os realmente duros. Já no final, encontramo-nos com um carro de Vitoria "atravessado". Porra, se quer ver algum familiar que espere na Vía Pará.

Descida TERRORIFICA por Tenebreo. Terra pisada, com gravilha e pedras, com zonas de 20%. Vamos, quase, quase "a pique" como diriam do tal barco que se afundou.

Descemos com precaução, há vários furados e algumas caídas aparatosas. Diante de nós (Fernando, David e eu) houve uma queda muito má, o homem sangrava da cabeça e estava deitado. Uma ambulância levou-o:-(Eu mesmo, quase levei pela frente um que fez uma travagem, fiz slalom por entre as pedras. Pese a minha torpeza, não caí :-) Passámos o mau bocado dessa descida e reunimo-nos os três. Mais adiante, chegamos ao primeiro abastecimento, espera-nos o Andrés, que tinha saído com os  primeiros. Comemos e perante a insistência do David (tive que tragar a maça e Coca-cola quase de enfiada ;-) retomamos a marcha. Bommmm, tenho que reconhecer que aceitei a coisa com muita calma;-) Formou-se um grupo no qual puxa o Fernando, com o David e eu atrás. O Andrés, sabia o que os esperava e ficou na retaguarda. Na subida da Cobertoria, vendo que o David ia bem acompanhado (o Fernando sabe controlar muito bem) decidi ficar com o Andrés. Novamente subi um pouco saturado, 165-175 pulsações, com um 42x24.

Detenho-me para beber, o Andrés continua. Desço com tranquilidade e começo El Cordal (Soterraña) aqui já ponho o 30x20 e 30x22, tento não me gastar muito mais, para variar volto a subir entre 70 e 80. Mais acima, no abastecimento, está o Andrés. Como alguma coisa, encho os bolsos e descemos. Subimos para Vía Pará, desta vez num ritmo mais de acordo com o que falta percorrer.

Chegamos à primeira metade, e Andrés diz-me que não parará. Eu decido fazê-lo para comer algo, recuperar um pouco e preparar-me para o caso de não chegar lá acima ;-) Justamente antes da linha, cruzamo-nos com o Fernando e o David que regressam a casa. Eles não subiram até ao cimo, por não terem carretos adequados.

Comi demasiado, como depois pude comprovar, após uns minutos  decidi subir. Eram 3:45 e o sol cascava que era o bonito, uns vintitantos graus que com o aquecimento que trazia pareciam quarenta ;-) Aqui cada um ia como podia, meto o 30x24 e que seja o que Deus quiser. Passo as curvas de 19% como posso, quase vomito o que tinha comido, prossigo, muito devagar, tratando de recuperar o fôlego até á curva que precede La Cueña. Aí olhas para cima e o que vês, por muito que o conheças, paralisa-te: como disse Joselu parece uma recta de 45º ...  :- Começo a subir muito devagar, o sol cai a pique, começa o meu CALVARIO de 800m, até que ao chegar ao 22% (?) tenho que pôr pé em terra. A gasolina tinha-se acabado. Esse é o preço que se paga por não me ter alimentado antes:-(Subo a pé até á curva, a 4 km/h e 165 pulsações. Detenho-me para beber, espero um pouco até estar a 120. Monto de novo e prossigo como posso para cima.

Chego ao Aviru, rampas de 18%, e ali tive a "bronca" com os carros que obstaculizavam o andamento. Vê-se que recuperei bem pois pude gritar em plenos pulmões ... ;-) Daí a pouco, cruzo-me com Andrés que já descia. Um carro obriga-o a deter-se, não me vê pese embora tê-lo saudado. Levanto a voz e agora sim, saúda-me. Como um gato de pança empinada, prossigo até a cimo. Uma rampa mais de 17% e já estou no alto. Fui dos últimos a chegar (314 de uns 350 que subiram até Angliru) mas CHEGUEI.

Bebo e com um sorriso de orelha a orelha, desço até Vía Pará. Na curva de 22% está à minha espera o Andrés e continuamos juntos. Chegamos ao Polidesportivo e dizem-nos que os  diplomas serão dados na Praça do Ajuntamento. Alas, a darmos um passeiozito de um quarto de hora ... Voltamos e dizem que estarão daí a 15 minutos ... A hora e meia, começa a orvalhar pelo que decidimos partir. Este foi outro grande ERRO da organização: a demora em confeccionar os diplomas (apontavam os dorsais num papel e desciam-no numa furgoneta), outro; a descida de Tenebreo em PESSIMO estado e o PIOR, o que comentava o Alberto, permitir os domingueiros, e o que é mais grave, que os FAMILIARES dos participantes, estivessem com os seus carros atravessados por Angliru.

Seguramente que deixo muito por comentar, mas daqui da câmara criogénica da restauração não posso fazer mais ... :-) Um dado ainda, ontem pela manhã pesava 65 kg, hoje 62 kg.  Saúdes,

Antonio Alvarez García

publicado por Ubicikrista às 17:31

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