06 de Agosto de 2015

O abominável homem das neves, as bruxas, os alienígenas, os fantasmas,

os anjos e até os diabos vermelhos, tirando os do benfica, são seres

que não se detetam… à vista desarmada.

O jornal record publicou um artigo sobre a existência do doping mecânico com a ajuda de 2 senhores comissários internacionais do colégio da volta, especialistas… no invisível. Debrucemo-nos.

Numa das passagens conclui-se que “uma bateria incorporada num quadro… não dura mais de 10 min.” A duração é baseada em quê? No sexo apressado praticados entre cristãos e muçulmanos, nas casas de banho das discotecas de Beirute, onde as moças têm que chegar virgens ao casamento? Felizmente em Beirute é onde existem os melhores médicos do mundo recuperadores de estética e de dinheiro (3 vinténs).

Também é dito que, “pesam as bicicletas à chegada”. Costumo fazer isso na balança antes do banho e anotar no strava para ver o desgaste sofrido nesse dia com o calor, vento ou picardias. E porque as pesam à chegada e não à partida?

E há castigos (tipo corão: se roubares, ficas sem mão) para os infratores: o ciclista é “expulso da corrida, suspenso 6 meses e multa até 190 mil € e em 950 mil a equipa”.

A obsessão com o peso é tanta que, tal como as bicicletas, até as multas são “pesadas”. Qual a necessidade de pesar as multas imaginárias, para um crime que nunca aconteceu. O ciclismo está muita à frente do país: temos criminosos bancários, mas não forma de lhes aplicar multas ou cadeia.

À mínima suspeita é ”pedido que seja desmontado o espigão e o eixo pedaleiro“, mas também se recorre a tecnologia mais avançada, metendo uma sonda endoscópica pela boca do tubo, ia a dizer cú, ou através de “um raio xis à caixa do eixo pedaleiro”. E porque é que tem que ser no tubo vertical e não no horizontal ou até mesmo na testa do quadro? A haver marosca o mecanismo estará nos bolsos ou na roupa do ciclista e a engrenagem só funcionará em determinada mudança, por ex. no 39x21.

Estas cautelas, são tudo por culpa da superioridade do froome e da sua equipa nos últimos 4 anos. Primeiro com o bradley wiggins, depois o chris nos últimos 3. Mal se estatelou no tour do ano passado arranjaram outro, que era para ser o porte, mas como o frome está para durar, e o richie fez-se à vida tipo rui costa, quando tinha pela frente o valverde e o quintana.

Eis então o dilema. Froome quer ir à vuelta, mas se ganhar expõe demasiado a sua superioridade. Se não for, corre o risco de próximo tour o público juntar substancias solidas à urina que lhe atiraram este ano. Mas não irá. Prevalecerá certamente o bem senso do patrão da equipa em não dar nas vistas para além da prova francesa.

Perderemos um espetáculo maravilhoso, cada vez que abre para o lado os braços, que mais parecem pinças de tarântula, se põe de pé ou sprinta todo desengonçado (está na moda goza-lo por estas características). Entre nós, temos o magno que não pedala, dança, o ribeiro e o belinho que vão todos inclinados, porque durante uns tempos usaram um quadro de alumínio com o centro de gravidade desequilibrado após quedas. E o inacio XL que não pedala, dá pesadas nos pedais. Mas todos eles não chegam com os outros?

Salta á vista (a corrente então!) que a diferença está no pedaleiro assimétrico que ele usa e lhe custou 3 anos a aprender finalmente a pôr-se de pé.

Mas isso é assunto para outro artigo na próxima semana.

publicado por Ubicikrista às 01:22

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