12 de Fevereiro de 2011

“Só há duas certezas na vida: a morte e os impostos”

Lembram-se das crónicas traduzidas há 12 anos dos Brevets para o paris-nice-paris? Agora é que eles vão arrancar em Portugal no próximo dia 26, daqui a 15 dias portanto com incrições até dia 19, e tudo porque finalmente terminou o maior brevet do mundo, disputado ao longo de quase 10 anos entre serviços do estado. Nesta corrida de bicicletas participaram as equipas dos CTT, instituição bancária, fisco, serviços de saúde, segurança social, apoio domiciliário, GNR, PSP, juízes do tribunal, judiciária e como convidados especiais mais 3 equipas, amigos, vizinhos e familiares, num total de 13. EDP e serviços municipalizados, viram os seus pedidos de participação recusados por insuficiência de elementos.

As regras eram claras para todos: só seriam permitidas movimentações das equipas no pelotão consoante as ações desencadeadas nos respetivos serviços de estado.

A primeira equipa a atacar foi a dos vizinhos através de uma velhota de 80 anos, com a concordância das equipas de familiares e dos amigos que se colocaram na cabeça do pelotão, abrandando deliberadamente o ritmo, de forma a permitir que a escapada viesse a ter êxito. Devido ao seu inconformismo, voltaria a atacar vezes sem conta, mas sem resultado, visto que a GNR sempre se opunha a estas tentativas, anulando todas as iniciativas. Seguiram-se novos esboços de fuga na cabeça do pelotão por parte da família, mais concretamente de uma prima, todas elas não concretizadas, desta vez por culpa dos elementos da equipa dos juízes que impediram sempre quaisquer veleidades nessas iniciativas.

A equipa dos CTT, através de vários carteiros, foi quem mais vezes deu a cara ao vento, mas sem ordem para atacar pois o diretor desportivo era o mesmo do fisco, tal como a GNR era impedida de atacar sem ordem expressa do diretor desportivo dos juízes.

A corrida lá se ia arrastando porque determinadas equipas não saiam do pelotão, não mexiam uma palha, resguardando-se no seio do pelotão e não denunciando quaisquer intenções de atacar, isto é, de ir á luta, com medo que os seus elementos se desgastassem em vão, mesmo sabendo que não tinham sprinters na equipa para almejar a vitória. Foi o caso da segurança social – que patrocinava a corrida fazendo os depósitos atempadamente no banco até determinada altura –, da equipa dos serviços de saúde e do apoio domiciliário. A equipa do banco também não saiu do anonimato – nunca estranhou que só houvesse depósitos e nenhum levantamento – ao longo deste período que durou a prova.

Quem fez a sua corrida à parte foi a equipa do fisco, sem necessidade do seu diretor de corrida e sem o seu chefe de fila e principal figura, a paula silva, entretanto a brilhar na corrida das denuncias das off-shore do BNP, independente do imobilismo das outras equipas, como se viu atrás, colocou os seus elementos a trabalhar à vez assim que notou a indiferença por parte da equipa dos familiares que ignoravam, primeiro as contribuições autárquicas e depois os sucessivos IMI´s, e atacou. Fez os dois avisos da praxe para agradar ao diretor desportivo dos juízes - os únicos acima de qualquer controle... anti-doping -, com intervalo de quinze dias e ativou a penhora - na tentativa de recuperar verbas que permitissem a manutenção da corrida. Depois o imóvel para venda chegou finalmente a leilão. Por aquele preço imergiu um novo proprietário que nem chegou a ver a moradia. Mas quando a pretendeu ocupar precisou da ajuda de dois elementos da equipa da policia, para deitar a porta abaixo, procedimento habitual sempre que o anterior proprietário não entrega as respetivas chaves, chegando assim em primeiro lugar à praceta dos amores, local onde estava instalada a meta com o respetivo prémio lá dentro inerte, seguido de muito de perto pela dupla de elementos da equipa da PSP que nem sprinters eram, mas que aproveitaram as circunstancias da corrida.

Já apelidada de máquina fiscal, a equipa vencedora terá agora que devolver o prémio entretanto obtido, à câmara municipal, a única beneficiária, que nem sequer participou nesta corrida, mas isso poderá demorar ainda algum tempo, visto que a nova proprietária denunciou o leilão ao ministério publico de praticas de publicidade enganosa, que anunciara uma casa de habitação e afinal adquirira um mero jazigo familiar, de pássaros, animais e pessoas.

publicado por Ubicikrista às 04:25

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