20 de Março de 2011

1ª. classe

"Os animais são nossos amigos e dão-nos a carne, o pão e o leite

que servem para a nossa alimentação, como por exemplo o cão"

Quando esta manhã saltei para cima do edredão de braços abertos em voo picado, e este fez POF, estranhei não ver o meu pai na cama, para lhe dar os parabéns por me ter como filho, presumo, senão ele não era pai. A minha mãe que ainda apanhou com o joelho no braço, acordou sobressaltada e disse-me que o meu pai se tinha levantado às 3 da manhã para ir com uns, qualquer coisa Rã do Nores, andar de bicicleta e que só ia chegar lá pela noitinha.

Á hora de almoço a mãe disse-me que a mãe do Nuno lhe telefonou a perguntar o nº do telemóvel do pai do Crispim e que ele deveria ter o telefone do amigo da mãe do Chico, para que ele telefonasse ao avô da Rita para lhe levar ao paredão da barragem do montar do Gil, um avanço da bicicleta que o cunhado do Alexandre tinha em 2ª mão, visto que o dele alargara os parafusos, com os, ou nos paralelos e já não davam aperto, embora eu ache que se usasse uma chave era melhor, mas tinha mesmo que lá ir porque ele queria acabar o brevê sabendo que ao ter ajudas externas não lho iam homologar. Esta palavra, deve querer dizer o mesmo quando o meu pai me pôs em cima do capô do carro novo do pai do Tomás, para me sacudir a areia dos pés com uma toalha, Então é aí que sentas o miúdo? ao que o meu pai respondeu, Descansa que não te o vou amolgar.

O pai do Nuno ainda tentara, no Bouço ou no Coice, arranjar um mas eram todos para bicicletas de montanha, como bem lhe disse a senhora Justa, uma santa ao que parece. A mãe diz que o meu pai já lhe contou histórias de senhores que em França chegaram a comprar bicicletas velhas a alguém que morava perto das estradas só para poderem chegar ao fim.

Mais tarde ligou a mãe da Rita a dizer que, afinal parece que o mal fora devido ao mau estado dos pneus carecas. Não percebo como é que isso pode ser mau, pois o meu pai tem um amigo que é careca e está cheio de pneus, que eu bem lhos vi no verão passado numa praia do Algarve, por isso é que o meu pai lhe recomendou que comprasse uma bicicleta para os aliviar, já não sei é se isso tinha a ver com pneus.

Já tínhamos almoçado quando o pai telefonou a dizer que estavam num sitio onde esperavam obter agua de graça, pois no café onde lhe deveriam certificar as passagens estava fechado e que por isso não lhe acharam graça nenhuma, ou eles todos é que estavam uma desgraça, não percebi bem.

A mãe explicou-me depois, que um senhor estava a querer desistir mas o outro senhor dos Rei dos noves, ou lá o que é, lhe disse que fosse comer algo a outro café mais abaixo e que até às 2 da manhã tinha tempo de pensar se desistia ou não e ele assim fez.

Já depois do lanche o pai ligou. Disse que estava numa espelunca ou xungaria disfarçada de café á beira da estrada depois da reta das bifanas depé gom Is, rodeado de mosquitos a quererem-no ferrar, e de brasileiras que lhe venderam uma garrafa de água por 2 euros. Dois euros, disse a minha mãe, Ó homem sai daí senão ainda te roubam, como fazem naquela bomba de gasolina. O meu pai tentou sossegá-la explicando-lhe que chegavam carros a toda a hora, paravam, viam o ambiente e seguiam. Não percebi esta de ver o ambiente. Deve ser igual aquando nós fomos numa excursão da escola ao campo, para ver o meio ambiente, se calhar por ainda não sermos adultos.

Ás oito horas da noite o pai voltou a ligar a dizer que já chegara. Tivera que ligar as luzes e vestir o resguardo que despira a meio da manhã assim que o nevoeiro ia sendo substituido pelo sol, mas que depois se arrependera de o ter vestido, pois em vez de vento frio do entardecer, apanhou com baforadas de ar quente que o rio empurrava na direção deles e que não sofrera nem metade do que nos 200 kms, que devia ser por já estar habituado e assim sendo os 400 kms do All que Eva iam ser ainda mais fáceis. Foi nesta altura que a minha mãe me mandou imediatamente para o quarto. Ainda a ouvi gritar-lhe uns palavrões, mas que ainda não sei como se escrevem e se calhar a sra professora não deixa.

PS: Agora vou-me deitar, porque estou com sono, já são 10 horas e o meu pai ainda não veio, mas deixo-lhe esta folha para a ler quando chegar, que também me vai servir lá na escola, quando amanhã, a professora mandar fazer os TPC sobre como foi o nosso dia do pai, já os tenho adiantados.

 

publicado por Ubicikrista às 23:46

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