06 de Outubro de 2012

Quando na estafeta solidária médicos do mundo, nos colocam cinco provas à disposição pelo preço de uma (5 euros pela inscrição), a dúvida que nos assalta (não tem a ver com o governo – por isso é que é uma ONG), é de participar nas 3 provas de todo o terreno ou nas 2 de estrada (seguidas)

Percurso 2 – os pedaleiras pela experiencia já adquirida nas 3 provas de cicloturismo anteriores, sabem bem quando acelerar (nas retas), abrandar (antes das localidades) ou esperar (no abastecimento)

Obs: o cebola deve ter feito o melhor treino da época… como mecânico (2 camaras de ar com furos), mas o ti chico, quase na casa dos 80 (-3), que veio de montemor, nem por uma vez descolou do grupo

Percurso 3 – O ccevora que vem de um desafio com cerca de 3 dezenas excursionistas para o algarve (não para a praia) no bikevora2012-vrsantonio, despachou ritmos (média final de quase 34 km/h) que quase dispensavam os batedores, nas alturas em que apenas ocupavam a faixa da berma

Obs: o raposo ainda não tem quem o bata a fazer meio fundo atrás dos popós (ex-fumava-se nas subidas, mas nas retas reaparecia lá na frente como por milagre), tal como a Evora Desporto TV (min 5:30 ao 9:30)

publicado por Ubicikrista às 18:48

29 de Setembro de 2012

Se a montanha vier até ti, pisga-te.

É decerto uma barreira a esbarrondar

Morrer na praia – faltavam, ao rapaz, 50 metros de subida e era só deslizar até ao rio

Pisar o rabo ao gato – um estrondo irremediável (não pode ser remendável) sempre que um pneu dá o berro, substituído de pronto por uma roda ensacada suplente, com recurso a uma bomba de pé ali mesmo à mão

O bidão é como o cão – perigoso porque se mete a rebolar entre as rodas dos ciclistas quando cai do suporte de alguém ou quando não se tem mão nele

 

publicado por Ubicikrista às 10:46

23 de Setembro de 2012

Numa aldeia do norte alguém noticia:

 - O bento levantou as saias à bitorina da padaria.

- O da estrudes? - Não, o bento cabana as járbens

Foi, neste desafio bikevora2012-vrsto antonio, talvez o comportamento mais qu´recto, após decisão imediata de encerramento do mesmo, perante uma simples oferta presidencial: Queres um fruto africano que os símios tanto apreciam? mas interpretado como uma ameaça física real e iminente às partes mais recuadas e já de si bastante sensíveis por nove horas de massacre quase interrupto, do tipo, Ou entras no congelador ou enfio-te a dita pelo pescoço (segundo os franceses) acima.

   PS1: as caralhotas de almeirim são famosas por serem comestíveis mas poucos sabiam da existência destes garalhinhos de saguim bebé (imagens para os não crentes)

   PS2: a força de vontade leonina  por querer cumprir uma regra, em que não aja lugar à exceção, pode até dar alguns pontos durante os treinos, mas toda a gente viu que foi uma queda forçada dentro da área, perdão da praça, só para manter a estatística

   PS3: com desculpa dos olhos em bico, os homens têm tudo contrafeito à disposição para estreia, até de artigos que o clube ainda nem sequer decidiu mandar fazer

publicado por Ubicikrista às 03:21

05 de Setembro de 2012

LEITURA

Oliveira, ex-selecionador e futebolista, num jogo internacional pelo Porto, na pequena área,

fintou e sentou literalmente todos os adversários que lhe surgiram, guarda-redes incluído.

Incitado pelo repórter no final do jogo o comentar a sua própria jogada, declarou:

- quem biu biu, quem non biu biçe

A denuncia do J.Pombinho, chegou em forma de mail às 14:13 do dia 23-05-2012 - oriundo de uma decisão do departamento do qual faz parte o prof Marinho, numa terça-feira, 22 de Maio de 2012 às 17:31 – e prometia:

Cara Academia,

Divulgo evento a não perder por qualquer entusiasta das bicicletas e por espíritos com sede de histórias cheias de aventuras. É já na próxima quinta-feira, dia 24.

publicado por Ubicikrista às 20:27

26 de Agosto de 2012

- tu também vês filmes pornográficos e eu não te digo nada,

referiu a senhora

no ciclismo somos confrontados com situações que nos provocam algum desconforto emocional, daí ao constante desabafo vai um passo:

- porque é que aquela gente não muda a hora, porque é que a gente não vai almoçar todos juntos, porque é que vocês engolem essa porcaria do isostar em pastilhas, porque é que esse gajo vai aos esses no meio da estrada, porque é que foste sprintar se não tinhas força, porque é que aquele gajo não veio com este grupo, porque é que não metes a roda grande, porque é que andas sempre em rotação, porque é que te atrasas sempre na saída do café, porque é que sais antes dos outros, porque é que não fazes um dia de descanso ativo se te sentes fatigado, porque é que teimas em andar na frente se depois te vais abaixo, porque é que escolhem estes percursos, e mais não sei quantos porque é que´s

com o passar do tempo isto torna-se cada vez mais um vício implicante, que aparentemente não traz mal ao mundo… das bicicletas

mas um destes ciclistas tentou transporta-lo para o mundo real quando apanhou a companheira a ver um programa de jardinagem na Tv, não resistiu e atirou-lhe:

- porque estás a ver isso se não sabes sequer semear um raminho de salsa?

publicado por Ubicikrista às 00:58

20 de Agosto de 2012

CARISMA

Diz-se que fernando peres jogador-treinador de futebol contratado

pelo juventude durante a fase eminente de subida à 1ª divisão,

só o fez para poder praticar a sua modalidade favorita, a caça

No café em reguengos, durante a paragem, a meio da manhã de uma terça ou quinta feira.

- ele vai-se embora? Alguém respondeu, Vai.

- Assim? (Como que a querer dizer, sem mais nem menos, e que não seria melhor ir com o grupo?).

De novo alguém se prontificou a responder, Está muito calor e ele precisa de ir no seu próprio andamento. Há bocado quando aumentaram o ritmo na subida e ele ficou para trás, ninguém se preocupou com ele e nem ele quereria que se preocupassem com isso, tal como não quer que se preocupem agora que vai sozinho.  

- mas então isto é assim?

publicado por Ubicikrista às 00:42

10 de Agosto de 2012

CARISMA

Ao falecido Silvano Gágado, comerciante de bicicletas, instrutor de rodas

28, hábil manuseador do martelo e perito na caraterização de indivíduos

FICÇÃO-o grupo em 1999

Desculpe lá amigo, mas que história é esta de me vir acordar às duas da manhã de um Sábado. O que vale é que eu ainda não estava deitado. O quê disseram-lhe que eu é que era a pessoa indicada para o ajudar, desculpe mas deve haver engano, eu não percebo nada de bicicletas, mas tenho um amigo meu que é que é capaz de saber disso. Eu não, eu limito-me a ler umas revistas que esse meu amigo costuma trazer-me de França, da Alemanha e às vezes de Itália. Sabe, ele é mecânico de Karting, mas agora não está cá foi a uma prova lá fora. Diz-me que não faz mal que quer é falar comigo, mas eu há muito que nem sequer ando de bicicleta, limito-me a folhear essas revistinhas mais O Pedalar que recebo da Federação e o Mundo do Ciclismo. Diz que estou a ser modesto, confesso, pronto desculpe, às vezes também folheio umas dos Americanos. Mas entre, entre e sente-se.  

publicado por Ubicikrista às 22:59

19 de Julho de 2012

PASSADO, DOS CARRETOS

 NOTA PREVIA

A crise impediu, este ano, a 2ª edição frente à junta

   de freguesia da malagueira, mas não em tempos a 1ª

Era uma vez, no inicio do terceiro milénio, quando alguns de nós ainda usávamos pente, a cche giraldo sem pavor lançou o desafio, ao qual alguns sócios responderam, mas  devido à chuva só viria a realizar-se num vinte e cinco de abril qualquer.

Fabulosa propensão para a locoção do mário frasco e a não menos captação de planos do paulo arrais

PS: inclui pequeno abc de politica

       
            
publicado por Ubicikrista às 22:45

15 de Julho de 2012

Isto anda tudo ao contrário: ciclistas profissionais a fazerem de cicloturistas e vice-versa.

No tour de hoje, nos últimos kms o pelotão com média de 37,1 (+18,15 min que o 1º) esperou pelos detrás (só o cadel evans mudou de bicicleta 5 vezes) por ordens do Wiggins.

Entre nós, mal se saiu, a alguns esperamos vir a vê-los… no próximo domingo. Mas os que esperaram, e em modo contra a montra como dizem os franceses, cada um por si e pela ordem temporal que as mães os despoletaram, fizeram médias superiores nos mesmos últimos kms, que o tal pelotão lá em frança:

Ruza dhu 37,8 anos, media 61                                Dyi Hogo 39,4 anos, média 49

Rii kardo 39,7 anos, média 60                                Gong Salo 38,2 anos, média 32

Re Gato 37,8 anos, média 59                                  Çàar Mento 38,8 anos, média 31

Ludu Vic 41 anos, média 50                                    Jáab Sinto 40,5 anos, média 55

Moral da estoria: nos ribeiros novos o caudal flui mais rápido (12 seg)

PS: O passeio de S.João do CCE, dia de descanso ativo (transição) para alguns, visava objetivos

publicado por Ubicikrista às 21:26

09 de Julho de 2012

À porta do gabinete do reitor, Dá-me licença?

- Está licenciado

Carta aberta ao reitor da Universidade Lusófona

"Exmo. Reitor. Foi com grande satisfação que soube que a Universidade Lusófona conferiu uma licenciatura em Ciência Política ao Dr. Miguel  Relvas em apenas 14 meses, reconhecendo dessa forma a

publicado por Ubicikrista às 01:57

30 de Junho de 2012

São precisos pelo menos dois para dançar o tango, popular

       *   O alex com a sua malta (pires, rosado e peixe) do ccévora, tirou o mestrado em organização de               passeios ciclísticos
       *   O richard (preferia ricky) com a sua malta vencedora das 4 ultimas voltas a portugal, deu-nos

            uma lição (aula) de humildade que nunca mais esqueceremos
       *   O resto da malta cansou-os com conversa (a estes) e (aos outros) embananou-se depois de lhes

            sorver os pudins, evitando que andassem aos peros

Identificados os dançarinos, espreitemos o baile (e na versão reporter btt):

Apelo ao CCE: próxima!

 
publicado por Ubicikrista às 21:38

20 de Junho de 2012

Quando a sogra lhe morreu o amigo perguntou:

Como é que fazemos, enterramos ou cremamos?

- As duas coisas. Não podemos facilitar!

 

As mulheres sempre se intrigaram sobre o que falam os maridos ciclistas durante as pausas nos seus despiques dominicais, no período chamado repouso do guerreiro. Pela cumplicidade demonstrada pelas senhoras na recente cova onde se iria, transcreve-se um precedente:

- estou tão estafado que mal chegue a casa vou dar uma sova no sofá

- para recuperares nada melhor que um banho submerso em agua fria até à cintura

- eu até tenho lá uma banheira enorme a jacto que nunca usei, dá para 3 pessoas

- podes sempre tentar enche-la com 2 raparigas

- uma já eu lá tenho, Na verdade agora até lá está a irmã

- epá, tu és casado? Se calhar é melhor não gravar esta conversa

- sou mas ela sabe que isto é verdade

- bom (disfarçando), olha ali uma águia

PS: o mário que recentemente participou no santarem-serra e praias, esqueceu-se de mencionar na sua pagina, de aí ter privado com ilustres pioneiros da caça aos kms como o canas (genial descrição de um brevet de 400 km ), o almeida [pad(ro)eiro], o ratinho ou o rosado entre outros.

publicado por Ubicikrista às 22:58

11 de Junho de 2012

Só agora percebi porque é que a minha prima, que

nasceu na Alemanha, se chama Germana, in I

 

Este évora-fátima, organizado pelo cce, serviu para estrear (obrigatório) e testar (dispensável) farpela inovadora:

a camisola evita o calor à frente (fecho) e a mochila atrás (bolsos), os calções de forro preto (o tal para longas distancias) já vem com o chamado efeito mola – mal o ciclista bate no chão (sobretudo nas curvas), coloca-o de imediato em pé e sem riscos para ambos.

De resto, teve forte presença do vento e das esposas, além de personagens com cojones:

   *    caixa – percorrer em cada domingo os sistemáticos 85 km e ir à cova da iria em dois dias já é                             rotina, mas de uma assentada é desafio
   *    francois – só com uma semana de país, mas a tempo de pegar na trouxa e marchar depois                                    de ver, 12 horas antes, o cartaz exposto a anunciar o evento
   *    gabriel – tal como a serra (estrela) tinha de ser feita um dia, esta tinha de ser feita num… dia
   *    gonçalo – se o pai ribeiro corre para o sul (sagres) o filho “corre” para o norte

   *    inácio – apodado de ter queda para as grandes distancias não se confirmaria tal

   *    liaça - agarrado às manetes 2 horas depois de passar a noite com o orgão entre mãos
   *    paulo – poucos têm um amigo a quem bater a pala antes do santuário
   *    silva – maximo pessoal superado – triangulo de alandroal-reguengos, ainda no tempo do portel

PS: limitar o mário a 1/2 dose quando pretendia repetir o "prato" (antes do almoço) só lhe aguça ainda mais o “apetite”, porque na outra função (reporter/jornalista) atingiu a perfeição a montar

 
publicado por Ubicikrista às 18:43

28 de Maio de 2012

DUVIDA

Os que passam por almeirim a horas em que as paredes

estomacais precisam de ser forradas, ela assalta-os:

caralhotas ou cabeças de peixe?

Um mês antes o joão avisara por mail:

Este Santarém Serra e Praias tal como o Santarém 200 Tejo acima Tejo abaixo, criados para serem Brevet, deixaram de estar relacionados com os Randonneurs e o seu regulamento. Não importa se 200 kms é apenas mais um treino ou um grande desafio, venham daí e tragam um amigo.

Como éramos 3 cumprimos à risca. Seis obcecados pela mama dos pasteis e, pelas mais rijas que alguma vez deitaremos as mãos.

PS: este sábado gerou outra visão

publicado por Ubicikrista às 01:51

18 de Maio de 2012

EVENTOS

Foi neste sábado, com inscrições desde as 8.30 hora no rossio de s. brás. Não custou nada fazer isto, foram só 25.000 metros e cinco aérios, e faltou levar o marido, os filhos, os avós, a sogra e outros animais. Ninguém se preocupou com o anoitecer pois foram distribuidos pirilampos.

PS: ainda estão disponiveis alguns para os que tinham provas no dia seguinte ou tiveram medo da chuva que não apareceu.

publicado por Ubicikrista às 01:45

07 de Maio de 2012

ABC prático do ciclismo

Na despedida de um fim de semana na quinta de uma amiga

esta perguntou-lhe o que a divertira mais, Ver o galo com as

calças de malha vestidas que dei ao teu bebé o ano passado.

-  Isso não é nada! Devias vê-lo a segurar as galinhas

com uma pata e com a outra a despir as calças.

 

Num dos treinos para o ev-sag, depois do vento de frente durante horas, quando se mudou de direção, um ciclista sentindo-se aliviado daquela parede á sua frente, ergueu-se e retirou as mãos do volante para aliviar as costas, travando de imediato e em estreia, uma nova amizade com o alcatrão.

Neste recente ev-sag o mário surpreendeu-se a si próprio com a possibilidade de se apoiar nas costas de um ciclista enquanto com a outra mão pode continuar a fazer reportagem. Mas o que ele não sabe e nós vimos (s.f.f. não façam isto) é, mantendo-se na trajetória – sem precisar de se afastar do grupo para o meio da estrada – estender o braço ao lado do corpo inclinado, para evitar que os que o precedem venham a ser alvos de substâncias ovnitivas, enquanto limpa o salão.

PS: "isto" de usar uma mão (despir-se) ou a duas (assoar-se), também pode ser feito com os pés:

publicado por Ubicikrista às 02:27

30 de Abril de 2012

 - Elementar meu caro Watson.

A frase, por demais conhecida, nunca chegou a ser pronunciada pelo próprio

Sherlock Holmes. Ex: entre nós: – Querido não me abandones na maca

alexandre: dois calções dão sempre jeito

bombeira: só sossegou quando lhe pus a coleira

diogo: anda-me com os cantos da boca brancos é porque largou os panados e come sandes de almece

publicado por Ubicikrista às 21:50

23 de Abril de 2012

Esta primeira experiencia - Evora-Sagres (VRSA), ano zero - que o novo Cube de Ciclismo de Evora, agora de cara lavada concretizou, foi um sucesso, mas deu lugar a ilações duvidosas:

    *    A valeta á beira da estrada é o local indicado para praticas sado (extirpação) em aparelhos

         munidos de tecnologias de ponta (dos dedos) que não reagem em situações stresse máximo,

         merecedores como tal, dos safanões e pontapés que damos igualmente aos parcómetros
    *    Os transportes de congelados são de longe a melhor forma de escapar à chacota alheia
    *    Uma fuga, atrás de um veículo dos bombeiros, pode perdurar 6 horas até o fugitivo ficar

          novamente à vista de todos
    AVISO:

Entonações de extractos da trova do michel teló, padecem de inoportunidade em situações de ambiência do aglomerado velocípede, particularmente dos que estão absortos na orla da via em praxes de livramento congruentes com o legitimo direito de propriedade individual, tais como a verborreia "nossa"

(Tradução: duarante a mijanceira não se canta Nossa)

publicado por Ubicikrista às 17:31

25 de Março de 2012

Antes da loja abrir, um aldeão olhando a montra pergunta as horas ao vulto.

Alguém que passa diz-lhe que aquilo é um manequim.

- quero lá saber se é o manel jaquim, eu quero é saber as horas.

 

o évora-sagres do próximo dia 21 de abril pode não ser uma estreia para todos, mas este protótipo que o CCE elaborou, provavelmente sê-lo-á para os associados que fizerem questão

publicado por Ubicikrista às 22:31

12 de Março de 2012

CARISMA

O joão que durante 5 anos se habituou a lidar com animais, no pólo da mitra de valverde, juntou um grupo de amigos e convidados, e organizou este BRM santarém 200 tejo acima tejo abaixo. Era suposto ser um brevet que viramos anunciado há meses atrás mas afinal tornou-se numa coisa inútil, tal como todos os brevet´s deste ano, do próximo e do seguinte. Apenas os de 2015, feitos sucessivamente a partir dos 200 até aos 600, terão validade que permita uma inscrição no paris-brest. Fazê-los, nessa altura, por outra ordem ou deixar algum ao acaso é meramente um desafio pessoal.

Havia então que aproveitar o convívio e nisso o joão esmerou-se, com envolvência familiar e pastelar incluída, sentia-se como peixe na agua naquelas instalações – mais ainda o filho, que passa ali horas a treinar e a competir como futuro desportista – como se não tivesse feito outra coisa na vida que organizar. E continuou assim durante mais 12 horas, deixando nos convidados a certeza de um anfitrião predestinado. As provas documentais falam por si:

nos seus ares de manequins, a revê-los mas a gabarem-se, a queixarem-se que tudo correu bem. Já agora vamos lá ouvi-los e pô-los a mexer:

publicado por Ubicikrista às 19:23

02 de Março de 2012

Ai estão eles.

O alexandre e o pires dando continuidade ao trabalho que já vinham realizando, resolveram com mais algumas pessoas, tomar conta do clube, agora na vertente não competitiva e estão já a trabalhar nas cores de um novo equipamento a estrear no dia 21 de abril no évora-sagres, a edição zero do futuro evora-vila real de santo antonio a realizar-se anualmente.

Mas neste primeiro ano de arranque a menina dos olhos será em maio o duatlo com 6 kms de atletismo, 25 de btt e mais 3 de corrida a pé (como diz o xico r.).

Internacionalmente o mérida-evora, o anual évora-fatima, bem como a ultra-maratona de btt com gps, uma espécie de randonners para as bicicletas de campo, são outros dos eventos já agendados para este ano. Em setembro o clube irá também juntar-se ao evento bikevora.

Para já enquanto o sitio do clube na internet não é atualizado (apenas permite fazer novos sócios através do download da ficha de inscrição), pode-se consultar o rescaldo dos últimos anos

publicado por Ubicikrista às 02:15

28 de Janeiro de 2012

No autocarro em hora de aperto o miúdo grita: ai ai, ai ai.
Um adulto pergunta-lhe se alguém o pisou.
- Não estou só a treinar.

Esta semana foram revelados dois segredos inquietantes. Um de cariz periférico e o outro ibérico.
O primeiro, que é do nosso grupo, tinha barbas de 30 anos: arranjar espaço para todos num monte de 40 ou 50 ciclistas com andamentos tão diferentes, sem fazer parar ou pelo menos abrandar os que mais andam na frente ao domingo. O segundo tem menos tempo: parar uma equipa de futebol (barça) que anda a pavonear-se há 3 anos.
Segredo 1:
Bastou um percurso com cruzamento na primeira localidade (arraiolos) para se dar a divisão em 3 grupos consoante objetivos (uns para o sabugueiro, outros montemor, outros vimieiro): os da frente, os detrás e os do meio, a fazer lembrar aquela mãe que apresentava os 3 filhos como: O mais velho, o mais novo, e o outro face ao estatuto dos irmãos exigia ser o mais…do meio e não apenas o do meio.

publicado por Ubicikrista às 21:31

21 de Janeiro de 2012

"As coisas pertencem a quem sabe desfrutá-las."
 Autor - Gide, André

Do alto do monte o dono todo orgulhoso apreciava o seu belo laranjal quando um rapaz que se aproximava lhe perguntou, Senhor posso ir colher uma laranja?
- Podes mas tens de usar a cabeça para a conseguires. Apanhas as que quiseres e quando passares por cada um dos três guardas que lá tenho, tens de lhe dar metade das laranjas que tiveres na altura e mais meia laranja, mas não as podes cortar ao meio. Quando saíres pelo portão da quinta só podes trazer a tua laranja.

Passados minutos lá vinha o rapaz banqueteando-se com a dita.

Vestimos a pele do puto, salvo seja, mas este dono para além de se orgulhar da amizade e de escancarar o portão da quinta, só nos obrigou a fazer contas prévias, à quantidade de sacos, para tirarmos a barriga de misérias, lá e, de trazer para casa.                                            

publicado por Ubicikrista às 23:13

01 de Janeiro de 2012

Para mim, no futebol o mais importante é a gestão de recursos humanos. É uma

ciência humana. A inteligência emocional é a base deste desporto e de todos…

Preparo os meus jogadores da melhor forma possível…” José Mourinho.


O avô, professor de matemática – defensor intransigente dos sucessivos planos de ensino que beneficiam os alunos aplicados, mas que descoram a motivação para os restantes – vigia de perto os TPC´s do neto, assim como vigiava os do pai dele quando jovem e, pode comparar nestas três gerações, a evolução do ensino da matemática (deferência do F.Murteira)

 

Ensino Fascista, anos 60 – Um construtor de bicicletas vendeu um quadro por 100€. Mas gastou no seu fabrico 4/5 do preço de venda,. Qual foi o seu lucro?

publicado por Ubicikrista às 22:00

24 de Dezembro de 2011

CARISMA

Para os que não querem sofrer golos a melhor

defesa é o ataque, in táticas de futebol

De verão dá umas voltinhas quase todas as tardes, hesitando sempre entre a rotação e o pesado, mas quando chega o inverno fica limitado ao sábado, pois não é dos que frequenta o ginásio.

As domingos sempre que no grupo alguém aumenta os andamentos é dos primeiros a ficar-se, pois prefere ir certinho em vez dos esticões. Ás vezes ainda resiste numa ou outra subida sabendo que vai pagar esse excesso lá mais para a frente, que é o que vê acontecer também a outros.

  * Dos Gajos das Scott/Specialized – ou poderia também ser do Daniel, Guégués e Salvado

publicado por Ubicikrista às 18:26

12 de Dezembro de 2011

Bocage desafiado na hora a fazer um brinde, num copo

com água em vez de vinho, disse: censurado  

Olá! Alguns ainda se lembrarão de mim no tróia-sagres do ano passado, quando andava confusa com os números. Agora ando com problemas nas letras (só o mecânico esteticista já vai nos 700 eu…rós-ta parta). Pois é, o carro de apoio deste ano era o mesmo (com um visual renovado após as varias transformações estéticas ás partes intimas levadas a cabo pelo tal mecânico de reconhecido valor da WW), mas as estradas eram outras, os passageiros também, tal como os kms a mais (50).

PS: Houve outras visões nos 200: O Gupo Pupular das Portelas até metade e depois o resto, o Carcavelication, o Pedro e o notívago Rui.

publicado por Ubicikrista às 02:51

30 de Outubro de 2011

CARISMA

Este sempre foi um lugar que deu guarida a masters. Mas cada dia que passa estes (futuros masters) são cada vez mais novos, e reproduzem-se cada domingo como coelhos. Se os "ditos", são conhecidos pela sua frequência e rapidez com o sexo feminino, também de entre estes novos que se multiplicam (aparecem), haja algum, saído aqui da toca (do grupo), a destacar-se pela rapidez com que chegou ao topo da categoria, mesmo quando ainda ainda tem mais um ano na mesma.

E tudo começou aqui há 2 ou 3 anos nas garagens:

- Quem é o sr jacinto, o meu pai disse-me para vir ter com ele.

Noutro dia o racha esclareceria, Encontrei o pai do moço que me pediu para fazermos por ele.

publicado por Ubicikrista às 14:52

24 de Outubro de 2011

FICÇÃO

Sempre que saio com a minha mulher andamos

de mão dada, se a solto foge para as compras

Pesa sobre as mulheres um desígnio divino: vem uma vez por

mês e dura entre 3 a 5 dias, e não é o período, é o salário

Quando se casaram ela até nem se importava que fosse ele a carregar as compras do lugar de hortaliça lá para casa. Mas na aquisição dos pensos femininos era uma desgraça, e com o aparecimento dos telemóveis a coisa piorou. Ligava-lhe frente à prateleira do supermercado, a perguntar-lhe, Do lado direito ou esquerdo, Mas não há ultrafinos, Nem com risca de cor fúcsia.

 

publicado por Ubicikrista às 21:46

16 de Outubro de 2011

Desperta na pessoa intimidades capaz dos maiores feitos

Dizem que pode mover montanhas, mas desta vez a sua força só foi suficiente para empurrar oito ciclistas com ritmus de spinning, na direção de uma cova onde iria estar o epicentro do fenómeno anunciado 94 anos antes, e este apenas à seis dias, após confronto pedaleiro dominical:

- Sábado com mais alguns, vou ali e já venho, na carrinha do elvense.

O quê? Assim de animo leve, tipo randonneurs? (e apelando ao duo ouro negro) Eu também quero ir.

No dia seguinte, após consultadorias, o pires com a mesma cantiga: Vou levar-te comigo meu irmão.

publicado por Ubicikrista às 01:05

12 de Outubro de 2011

CARISMA

Sou da geração do conhecimento que aterrou na geração (de

políticos) do desconhecimento, in RTP 2, mário fonseca

Antes de chegar isolado ao rossio andou por maus caminhos com uma da montanha habituada a fazer-se ao piso... de estrada. Já vai nas três que papa de seguida sem parar (antes monte trigo, depois cocheiros), não obstante estar quase a soprar desejos, não aos ouvidos delas, mas às velas (40).

Nesta, onde o caçador foi caçado (já lá iremos), depois de se desculpar (-3.25 a -2.50) com uma, perante o município despachou (3.45 a 4.00) outra.

Depois disto já lhe ofereceram que montasse uma especial usada, que depois de satisfeito (final) teria que devolver. Proposta esta inferior à do grupo meses antes: Não, eu gosto é desta que tenho, frisou.

Antes também andou metido com outras: primeiro ao criar a ideia do atual BTT fórum (que outro aproveitou/mudou o nome) e simultaneamente como jornalista/repórter da bike magazine, até um dia de chuva invernal. Ficou-lhe o modo criativo como olha para elas.

Por culpa do toque feminino e do bolso, não hesitou entre o reboliço de transito (lisbia) e a pacatez da companhia do grupo, no qual, entre as saídas deste, faz (às quartas) treinos do tipo randonneurs por todo o distrito, e nelas aproveita para criar mais.

Teve que vender a alma ao diabo, perdão, a casa, mas virtualmente tem outra.

publicado por Ubicikrista às 02:51

08 de Outubro de 2011

Na minha terra não se racha a lenha,

mas na tua racha, in aldeões

Já sabemos que não há almoços grátis. Mas também por 10 aérios e com direito a convívio onde se esculpiram as vicissitudes da manhã, em que políticos, reformados e polícias mexeram os cordelinhos para se poder pedalar tanto tempo em andamento livre. Naturalmente que à tarde, virados alguns jarros já não mexeram tanto os cordelinhos, mas apenas as cordas… vocais:

publicado por Ubicikrista às 16:09

03 de Outubro de 2011

Nas clássicas em espanha a organização avisa: quem ultrapassar a

carrinha é expulso. Soa a partida e a mesma desaparece. In, livro

Este 3 º passeio que os betetistas da malagueira tão bem organizam à vontade do freguês – mais depressa ordenam uns, mais devagar, outros – começa a ter carateristicas de futura clássica de cicloturismo que poderá muito bem vir a ser designada por clássica dos pedaleiras.

5 km (até à casbarra) + 7 km (azaruja-s miguel) + 15 (até ao xarrama) + alguns problemas com o pé do motorista no restante percurso, são valores próximos dos 40% de andamento livre.

Muito longe vão os tempos do cicloturismo do megafone a tocar que o bacalhau quer qualquer coisa. Também a açorda à dias queria. Rescaldemo-la:

Ps: também o município fez a sua.

publicado por Ubicikrista às 22:38

25 de Setembro de 2011

Há furos e furos. Os jornalísticos são uma delicia. Os da bicicleta são uma treta. E então quando, estes últimos,  se repetem (Jorge) só podem atrasar ou impedir que os primeiros brilhem.

Há também ditados populares que são outra treta. Como os dos santos da casa não fazerem milagres.

Nada como dois companheiros, o césar (meia) e o mário (maratona), que treinam connosco aos domingos e às semanas (terças e quintas) para o demonstrarem:

PS: Houve ainda mais furos, no btt televisão, no municipio de évora e no Badicas, e fotos no  1º elemento do btt tv, no 2º, ciclista repórter, e no Mr Pmadeira

publicado por Ubicikrista às 00:31

16 de Setembro de 2011

Participar em provas de cicloturismo é como fazer uma açorda. Mas este 3º passeio dos pedaleiras incluido no bikévora 2011 é inédito mais uma vez, por que se o do ano anterior teve 15% de andamento livre, o de 2011 terá 25% e poderá inda incluir como bónus, quase no final, a ladeira da boa morte. É canja, melhor dito, açorda. Como tal fácil de fazer e dá pouco trabalho (a inscrição), a avaliar pelo que dizem os vizinhos (o grupo coral e instrumental "os amigos da malagueira"):

publicado por Ubicikrista às 01:34

11 de Setembro de 2011

Já está! Onze conseguiram o que levou dez anos a concretizar, porque ninguém mexia uma palha. Mas ficámos a saber que o marvão não é papão e só o sobem os que lá vão.

publicado por Ubicikrista às 02:02

06 de Setembro de 2011

Este conceito de fazer ciclismo por parte de praticantes do exercício físico, como forma de fugir à rotina dos mesmos percursos e às picardias sistemáticas domingueiras desinteressantes, leva a que ainda haja grupos -  o desportivo de vila verde dos francos já trazia 130 nos pedais, desde alenquer, o dobro do seu habitual de cada domingo - que buscam outras paragens visando a aventura, o desafio e a progressão dos seus elementos. Apanhámo-los na parte pior, o final.

publicado por Ubicikrista às 21:58

12 de Agosto de 2011

Os utilizadores da bicicleta (ciclistas profissionais, amadores e ciclotutistas) de há 20 anos, pelo menos, têm uma certa dificuldade em aceitar, sem ódio ou sem se rirem, os capacetes, os pulsómetros, as rodas de perfil alto, os guiadores planos, e os sensores de cadência, etc., mariquices, acham.

Todo o inverso no recém-chegado ao mundo das bicicletas, que além de os possuir, domina as vantagens da sua utilização e  o seu verdadeiro nome técnico.

Mas ouvir M.Chagas, quando há especialistas entre nós, sempre que a perspicácia do homem da câmara descobre mais uma tecnologia numa bicicleta de qualquer ciclista profissional, começa a ser embaraçoso. A ultima sobre o chip transpoder: “Aquele aparelhinho, ligado por umas pecinhas ali ao garfinho, é que vai dar os tempinhos de passagem na meta aos ciclistas”.

Enquanto isto não acaba (a Volta), vai-se em(palha)ndo nos treinos, torra(o)ndo percursos ao sol  e palmeira(ndo) kms à sombra, enquanto  não chega o alter-marvão, lá para 10 de setembro (sábado).

 

publicado por Ubicikrista às 22:51

02 de Agosto de 2011

Sítios com tradição

O vento atrevido da serra, durante um passeio matinal, subiu as

saias da senhora ao mesmo tempo que lhe fazia voar o chapéu

para lá de um cercado. Eu apanho-to, disse o acompanhante.

- Deixa lá, não te moas. Logo tu que não foste capaz de saltar as

mochilas que nos dividiam os sacos-cama na tenda esta noite.

à Amy moça que enquanto cá esteve, andou sempre na linha!

 

Saiu do circuito habitual à medida que o seu estado se foi deteriorando. Isto no tempo em que ir a Arraiolos e voltar era usual até ao dia que se exagerou num domingo de calor e a chegada ás palmeiras se deu 15 minutos antes das 10 horas.

O que é uma pena, pois possui todas as carateristicas que a sua progenitora tem, só que em ponto pequeno, algo como a vigésima parte, - ainda assim muito superior ás ínfimas quatro centésima trigésima primeira parte da dose que acusou o Contador em três ocasiões, depois de um controlo positivo no Tour de 2010.

Chegava-se aos sinais e virava-se à direita pelas Ilhas, com uma descida íngreme que é preciso acautelar porque alguém pode sair apressado de uma das casas da povoação, sem no entanto perder de vista os mais afoitos a descer, para que quando chegar a hora da verdade se poder subir com os primeiros. Depois é rolar com os 53 dentes metidos (os da boca não contam) antes da curva em cotovelo e voltar a descer para poder embalar para os 6,5% de inclinação durante os 700 metros até à ponte.

Enquanto a recente geração não recuperar esta tradição, agora então com piso novo, andamos nisto:

publicado por Ubicikrista às 01:22

24 de Julho de 2011

FICÇÃO

Lá vinham eles (ele e ela) de novo para a serra, tentando apagar a má imagem do ano anterior e só esclarecida na véspera. Desta vez concordaram em vir com o grupo de madrugada e não um dia antes em carro próprio e dormida. Juntaram-se ambos com outro casal e outro ciclista para preencherem os cinco lugares disponíveis, além dos três restantes no tejadilho, mas esses a serem ocupados pelas bicicletas. Como não há centros comerciais na zona ela concordara almoçar com o grupo depois de dar uma volta pela serra com a outra companheira enquanto eles não voltassem da sua odisseia. Tentariam assim regressar ao lar ainda com luz do dia, após o repasto. Para lá, tal como no ano anterior, conduzira ele. Para cá como sempre conduzia ela, pois ele decerto como sempre acumularia o eventual excesso de bebida do almoço com o inevitável esforço das subidas.

Não fora assim no ano anterior, ao decidirem ir de véspera e ficarem num hotel de Seia com jantar tardio, pois o trabalho de ambos só os libertara depois das cinco e meia, mais a viagem longa. Ela quando se acabou de arranjar e regressou ao quarto encontrou-o na cama já a dormir. Ainda o tentou acordar, em vão. Lá se fora a noite romântica que ela tão bem planeara na Internet dias antes. Daqui em diante ela resumiria este facto a uma questão de gosto (amor):

- Já não me amas!

E trazia à baila o assunto daquele dia nos momentos íntimos ao longo dos outros 364 do ano. Ele ouvia e não dando demasiada importância ao caso raramente se defendia, porque para ele apenas adormecera. Ela insistia e ele uma ou outra vez lá referia a dureza dos treinos dos dias anteriores acumulada com a viagem e de como o sol a bater de lado o cansara devido à avaria da pala, isto numa semana carregada de pressão no emprego com a chegada de um novo chefe.

Quando a oportunidade espreitava, lá surgia ela com a tal frase rebatida. Um dia ao referir mais uma vez que se gostasse dela não se teria deixado dormir, foi um pouco mais longe ao mencionar que ele nem reparara que levara com ela um body, ao que ele retorquiu com alguma rudeza, Que esperava que dele (do bode) tivesse feito bom proveito. Mas ela nem ligou à resposta e voltaria mais vezes ao mesmo, até que no dia anterior à nova viagem ele achou que era de mais e exasperou-se:

- Já não te amo? Deves-te lembrar do ano passado no regresso durante a noite te ter colocado a mão por cima do ombro à saída do Fundão enquanto conduzias. Calculo que pensaste que era para me desculpar da noite anterior, mas foi apenas para te abanar e acordar sem sobressaltos, porque ias a dormir ao volante. E só porque adormeceste é por isso que me amas menos? Dizes-me que não é a mesma coisa, que não tem nada a ver, que só passaste pelas brasas, que só fechaste os olhos por um momento. Então eu repito: só porque te deixaste dormir com o carro a 90 km/h será que também já não me amas? E os teus pais que vinham no banco detrás, presumo que também já não gostas deles.

Ao gabriel pela ousadia e ao

 rosado pela anual teimosia

publicado por Ubicikrista às 22:20

18 de Julho de 2011

FISGADA

Passou aqui um ciclista tão rápido que parecia levar um foguete no rabo,

in popular

Se analisarmos esta e outras expressões concluímos que há sempre uma oposta. Vai uma aposta: O ciclista passou mais lento que um caracol. Outras: Decidi ir e nem pensei duas vezes. Outros dirão: Decidi pensar duas vezes e não fui. Esta é racional, a outra imprudente. Num aparte: estes ditados populares têm cada uma. Porquê não pensar duas vezes, não bastava (não pensar) uma? Mais lógico será os que não vão à primeira nem à segunda (e como não há duas sem três, não irão à quarta, nem no resto da semana). Pôr água na fervura, por exemplo, sempre foi apanágio de muitos, mas nada se compara a pôr o dedo na ferida. Se uma é apaziguar, a outra é espicaçar. Espicacemos.

No desporto, o momento alto é sempre no alto de qualquer coisa (daí os palanques) durante a euforia. Mas se quisermos discordar, o momento alto pode ser (ter sido) cá em baixo. A falta de oxigénio tira a capacidade de pensar (e falar). O oxigénio em dose certa devolve a razão. Com um é a descontração, com o outro é a concentração que em certos momentos salva vidas. As descidas para os ciclistas podem ser perigosas, mas as retas para os automobilistas podem ser fatais.

A adrenalina que emerge nas descidas pode ser combatida com a prudência, receio ou medo se quiserem. Mas durante o cansaço e à falta de café, a adrenalina devidamente provocada, faz milagres.

PS: há (vaidosos) ciclistas em que a bota condiz com a perdigota (parte da luva que limpa os cantos à boca). O pedal condiz com o dedal (tampas da fita). A manete condiz com o capacete e com o livrete (pois, já não se usa). A gola da camisola condiz com a virola (do calção), etc. Mas se tudo isto no ciclista condiz, quem é que conduz (no regresso a casa)?

Aqui chegados, só nos resta então um diálogo impensável (entenda-se, sem capacidade para):

publicado por Ubicikrista às 08:12

11 de Julho de 2011

Maria: arranja-me meia dúzia de marmelos!

Passado meia hora, retoma: onde estão os marmelos?

Manel: larguei-os atrás da árvore.

Antes: Porque é que não vais? Fulano vai? Sim! Então também vou.

Depois: De baixo para cima, de carro, a coisa intimida sobretudo os caloiros que perto da hora da partida avisam: Nem me chego a descer do carro. Perante a ameaça, o experiente patriarca de familiares ciclistas e amigos (a outra é ser bombeiro) aponta como alternativa um percurso que se viria a revelar muito pedorreiro (porreiro e ritmo de andar a pé) em que a ceia seria antes do jantar, composto por cabeça do velho marinado em manteigas de viveiro antes de ser servido não na torre mas na encosta. Foi também o que pensou, horas mais tarde, o bacalhau: Essa é broa. Mas para subir a serra é preciso além da rotação, dar-lhe gás, diz-se. Foi o que fizeram, levando a coisa (o aviso) a peito, os que não utilizaram as bifanas como combustível.

Finalmente: 8 horas para desfazer 120 km (15 de média) é um valor que supera o rolar dos randonneurs (13,5 km/h real, porque a andar, sem contar com as paragens é de 25) mas não é em alta montanha como aqui. Varias vezes superados também pelas lagartixas nas bermas, assim como o acumulado a descer superou em 5 metros os 2775 a subir.

Momento culminante (a 3 km de culminar): Na última bica granítica antes do topo, paragem para encher o bidão, espirrar – santinha! –, devido ao frio, e buscar concentração enquanto se recuperam forças psicológicas para chegar ao topo do país. De repente pára um mini-bus de onde saltam várias pessoas que de imediato rodeiam os ciclistas, seguindo uma voz que lhe dá explicações sobre a importância do fontanário e do nome de algumas plantas raras que o circundam. Ao sentir-se incomodado no seu descanso, mais que não fosse no seu silêncio, um dos atingidos exclama em surdina: Só me apetece destapar um daqueles de raça alentejana. Receando um ato tão ousado o outro pega na bicicleta e raspa-se, encontrando aí a motivação que lhe faltava para chegar lá acima. Nem andou 20 metros quando ouviu a voz do mentor do grupo: Isto é vergonhoso, enquanto embaraçado pela ousadia do colega, pedalava dali o mais vigorosamente possível que a combinação 39x27 permitia. Seria um terceiro elemento já durante o rescaldo que reporia a verdade, ao clarificar que a frase emanada das entranhas do orador se referia, afinal, á utilização da parte traseira da fonte como despejo indevido de higiene pessoal, por alguns visitantes, contaminando eventualmente a água que por ali desemboca.

publicado por Ubicikrista às 01:50

24 de Junho de 2011

CARISMA

... e chega um dia em que esse dia chega, in popular

Historicamente a sua existência deveu-se a um mau político em fim de mandato, a quer, à vista de todos, mostrar obra (chaise em alemão), tal como a ideia de um parque industrial por distrito e não em todos os cruzamentos, perdão concelhos. A coisa proliferou de tal modo que tropeçamos (curvamos) nelas a toda a hora e até o recente código da estrada nos dá razão. É um local onde verdadeiramente podemos desfrutar de uma segurança impensável até à pouco tempo, e com uma particulariedade muito sui generis mas pouco utilizada para a manutenção dos grupos.

A malta já andava a exigir outras retas (ou seria metas?) de forma a conseguir aguentar-se com as feras* e hoje finalmente lá se ajuntou um grupo sem “exibicionistas” e sem acordo tácito de se esperar pelos menos aptos.

O segredo foi dar umas voltinhas às ditas enquanto o pessoal com mais peso (gordura) nas subidas não chegava,  porque a rolar, como se toda a gente tivesse pressa a caminho da praia, ninguém desprega um dedo que seja, mesmo quando se vai a 62 km/h. Será que são todos preparadores de sprintes?

Depois sim,  o desacelerar para o convívio, sem o qual não faz sentido andar de bicicleta.

Por fim, como ninguém se conseguiu livrar uns dos outros, não obstante os esticões dos ultimos 3 km, Uvas Ku um atleta que aproveitando o feriado, saltou do banco (não do de suplentes) e que oscila/insiste, há meses em ficar invariavelmente pendurado – sozinho ou acompanhado – entre o grupo da frente e o detrás, aproveitou os olhares de vigilância mutua entre as feras*e vingou-se, num vigoroso sprint, do anonimato que tem sido forçado a passar.

PS: que pena o alto da abaneja não ter também uma.

               *  pessoal que treina a sério com o objetivo de participar em competições

publicado por Ubicikrista às 05:20

13 de Junho de 2011

ABC prático do ciclismo

Por Carlos Chilra

«É verdade que esta etapa foi anulada em termos de passeio mas veio ao de cima a veia competitiva de cada equipa, já que não havendo policiamento não estava garantida a segurança da caravana e como tal seguimos sem dorsal e por equipas. E já se sabe: crono da Vidigueira a Montemor-o-Novo.
O normal nesta prova não é haver policiamento com batedores, mas com segurança nos principais cruzamentos, e sendo este garantido pelas autoridades do conselho em causa, em que os custos são suportados pelas autarquias. Neste caso o comandante da GNR de Beja entendeu que seria adequado, visto o numero de participantes (60) e carros de apoio (10), que 2 batedores eram necessários. Mas como os batedores para varrer a estrada custa "x" euros e a organização, por motivos já acima mencionados, não entrou em acordo com os elementos da GNR presentes, não houve outra forma senão anular a etapa em caravana compacta e, com o acordo dos chefes de cada equipa seguiu-se por equipas, mas em regime de "passeio" independente e sem apoio de viatura à retaguarda!
A minha equipa, por empréstimo de "milhões", nesta volta, foi o Clube de Amigos de Ciclismo de Alverca, que fazia alinhar 4 elementos à partida. Um dos elementos desta equipa ficou classificado em 2º lugar na sua categoria, na recente prova GranFondo Eddy Merckxs em Évora, imediatamente á frente do Sr. Romão, sim o próprio foguetão de Machede.
Abraço e boas pedaladas em "53"»

publicado por Ubicikrista às 20:18

11 de Junho de 2011

Todos nós os conhecemos de tanto ouvir falar deles nos média. Por vezes chegam a ir às casas de banho das discotecas ou a funerais, para sacarem o sangue aos ciclistas profissionais

Mas também existem na versão para cicloturistas. Atuam pela calada da manhã. Situam-se estrategicamente nos pontos de partida das etapas e puxam dos galões que a lei lhes concede como autoridade. Geralmente vêm equipados com camisolas da GNR ou da PSP e afirmam:

- Daqui ninguém sai com dorsais de corrida. Só podem seguir em pequenos grupos ou por equipas separados uns dos outros e em fila.

Também foi assim no 9º Passeio a Portugal em Bicicleta - Ciclismo para Todos que era para ter sido um excelente momento de divulgação desta modalidade, que até está especialmente recomendada pela Fundação Portuguesa de Cardiologia, e se tornou pior que um passeio de domingo de manhã sem história. Era a 8ª (entre Portel e Montemor-85 km) de nove etapas (665 km) de uma prova que fazia parte dos calendários tanto da Federação Portuguesa de Ciclismo como da UCI - União Ciclista Internacional.

Esta Mini Volta a Portugal em Cicloturismo, como é conhecida desde Maio de 1991, tem nos ultimos anos sempre a presença da família Chilra na equipa do Atlético de Reguengos, tal como o Cunha, o grande mentor, este ano com novas funções. E não se pense que os andamentos são pêra doce. Perguntem ao Quaresma ou ao Rosado que os acompanharam desde Viana.
Deixamos uma pequena amostra em como a vontade dos vampiros foi integralmente cumprida:

publicado por Ubicikrista às 17:05

04 de Junho de 2011

As viagens temos que as levar por diante,

antes que elas nos levem a nós. In, I

A ida lá acima antecedeu uma semana terrível de coronárias defeituosas entre chegados.  E antes que seja tarde o melhor era aproveitar já os 600 km do brevet até Odeceixe, nas depressa (213 km) esse plano inicial mudou para outro, quando se falhou o controlo na Figueira da Foz, por excesso de 10 km. O companheiro de ocasião ainda foi convencido a fazer o percurso inverso de regresso à gasolineira, mas o controlo que entretanto se tornara móvel, apanhou-nos quase no fim da subida da ponte. A frase da organização: depois carimbamos, não deixou dúvidas. Já éramos.

Em suma: o 6 inicial de Viana, tornou-se num 4 definitivo depois de Matosinhos, passou a 2 + 2 a partir da trovoada de Ílhavo e, à saída da Figueira num, cada um por si. Um que se perdeu de amores pelo carro da organização, outro que ia direto para casa, outro a tentar recuperar o tempo perdido e finalmente outro que tinha que acabar. No fundo o regresso ao 2 + 2 (dois acabados + dois por acabar). Depois de mais 1000 km (Brevets de 200+300+400+223) em completa autonomia não fazia sentido obter ajuda do carro de apoio fora dos postos de control.

Prosseguindo ainda em autonomia total conforme o regulamento, sem carro de apoio onde ir buscar roupa seca e mantimentos, ou cama, e apenas com um inútil telemóvel touch (descarregado pela trovoada), algum nevoeiro, um escuro enorme, uma mochila a abarrotar e umas luzes, as da frente fracas e as traseiras, que perto de Leiria, em modo fixo se recusavam a permanecer ligadas após minutos.

A aproximação a Vila Franca antes das nove horas trouxe dúvidas existenciais: ir para casa (110 km) ou obter cueiros novos e secos (25 km) no Parque das Nações onde ficara o carro na véspera, ao ser trocado por um Alfa pendular. Decisão fácil, até porque embora desconhecendo o transito na zona, nela circulam dezenas de ciclistas àquela hora, sobretudo a um domingo de manhã, com o senão de virem todos em sentido contrario ao nosso.

A passagem de barco foi feito de carro, não para Almada mas sim para o Montijo (-11 km). Uma hora de sono seguido, em cima de uma carpete e ala para Setúbal. Um furo por um fio de arame, dos que só saiem do pneu com corta unhas, quando se procurava uma arca e que ao fim de 20 minutos, amargamente afinal era uma barca, deu a 4 garrafa de agua do dia (1,5 l), em mais um controle inútil, e a impossibilidade de acompanhar, naquele ferry, os 2 randonneurs que se haviam juntado algures.

Antes do cruzamento da Comporta e do ventinho de costas que se adivinhava para casa, em vez do frontal para Odeceixe, devolução dos manguitos e pernitos à organização, emprestados 300 metros após o controle simulado da Figueira, recuperação do valor da medalha, de uma camisola e de um par de meias molhados e, de uns ténis, despojados de imediato, que, se ajudaram na viagem de comboio da véspera, daqui até casa (100 km) só estorvariam. Juntando estes aos km até Lisboa (425, com enganos), os 40 do Montijo à Comporta, ultrapassar-se-iam os 500 km em 29 horas, desta vez, contrariando os brevets anteriores, sempre em prato pequeno (rotor).

 Viagem dedicada ao Murteira (em recuperação), ao Matos (recuperado) e

ao Aleixo (sem palavras) meu grande companheiro e amigo destas lutas

de devorar estradas, aqui, em Espanha, Andorra ou França.


publicado por Ubicikrista às 18:20

30 de Maio de 2011

ABC prático do ciclismo

“Em Espanha é só facilidades e em Portugal é um atraso

de vida e não há clarificação na regulamentação”

Lá fomos nós testar esta máxima popular. E surpresa! Não é verdade. Explicando:

Na sexta-feira seguinte ao brevet dos 400 kms jantar entre os envolvidos para rescaldo do mesmo e eventual participação no de 600.

Um: isto é muito caro, se calhar não vou.

Outro aluga-se uma carrinha e fica barato

E mais um: já aluguei algumas e fica caro

E mais outro: ju(a)ntamos outra vez para semana.

Até hoje. Tudo em águas de bacalhau (em vez de à lagareiro)

Chegada a hora a decisão, para quem se inscreveu, era carro próprio com motorista de ir e voltar sem descanso e com portagens, uma vez que o regulamento dos brevets refere autonomia completa e não aceita assistência. Ou a CP, por sugestão de colega.

Por interdição momentânea da linha do sul, automóvel até á Gare do Oriente (truque aprendido com um espanhol, quando é preciso dormir um bocado no regresso, reabastecer de comida ou mudar de farpela).

- Bilhete direto para Viana do Castelo, por favor.

- È melhor comprar só até ao Porto e são 30 euros.

- Tenho bicicleta!?.

- Tem que ir devidamente acondicionada.

Foi a primeira vez que interiorizámos o verdadeiro sentido de tal palavra, depois de um telefonema dias antes para os serviços de apoio ao utente, em vez de recorrermos aos emails, mas após pesquisa atempada ao que outros com objetivos semelhantes reclamaram.

Alem de outras, a palavra mais usual sempre fora “devidamente embalada”. Daí a aquisição, na véspera, de um rolo de sacos de plástico do lixo a um chinês (viriam a servir para pequenos descansos à beira da estrada ou aquecer o corpo durante a noite).

                       ALFA pendular

Acondicionar significa meter num dos vários locais que este comboio dispõe. A saber:

      *    debaixo do assento
      *    no compartimento por cima das cabeças, como nos aviões
      *    nas prateleiras para bagagens de grande porte existentes entre carruagens

Permite ainda outros, sem especificar o local, desde que não impeça a passagem.

Face ao regulamentado, solução simples: rodas atiradas para um lado e quadro metido no compartimento das malas (com o selim retirado ficaria melhor acondicionada. Uma das rodas serviu de apoio ao selim para impedir que o quadro tombasse para o corredor. A outra foi metida atrás do banco, o ultimo dessa carruagem).

                      Urbano

Pode ir montada e encostada em qualquer local ou ao lado do passageiro, desde que não impeça a passagem (perguntei ao revisor para que lado seria a saída, respondeu que normalmente é sempre no mesmo lado da entrada, tendo-a encostado à porta frontal de saída. Funcionou assim excepto na única vez que passei momentaneamente pelas brasas e 5 segundos depois alguém a encostara a um banco, porque o local de entrada de passageiros naquela estação mudara)

                      Regional

Uma maravilha. Onde outrora existia um compartimento para as grandes bagagens, existem, só na primeira carruagem, grampos de garagem, onde se penduram as “meninas”. Um regalo e um descanso (neste caso quatro. Caso o grupo fosse maior, negociar com o revisor ou, que remédio, repartir o pessoal pelos próximos comboios).

publicado por Ubicikrista às 22:29

10 de Maio de 2011

Infiltrámo-nos nos chamados amadores ditos “profissionais” e fomos ver como é que elas, as corridas, mordiam a sério, nesta UCI world cycling tour (UWCT) - Évora. 37 até monsaraz não é lá grande media, quando “eles” ameaçavam pelo menos com 42 nos dias prévios.

A explicação chama-se medufas e deve-se ao nº de kms, pois a corrida não começou na subida para monsaraz - onde só estavam perto de vinte bicicletas lá no alto, tendo-se reagrupado uma centena até motrinos -, mas sim na serra d´ossa, quando faltavam 60 kms para o templo romano (teria sido imposição do príncipe charles de visita recente á cidade, por sugestão da camila, deixar de ser templo de diana?). Esta sim uma distância bem conhecida e suportável pela maioria dos masters, que não acreditaram que alguém que andou a subir cabeços na véspera aguentasse também estes, e viram-no ir.

Mas ouve mais 4 curiosos da palmeira, sem medo dos kms, que no caminho para reguengos passaram pelo redondo antes de monsaraz e acompanharam, tal como dias antes, mister merckx e a sua guarda pretoriana no regresso ao hotel na muralha da cartucha, com passagem de novo pelo redondo. Meteram assim 160 no bucho. Para a próxima seria melhor inscreverem-se.

Vejamos o que o medo da distância fez aos ciclistas até reguengos:

PS: Avé Cesar il primo podium, na objetiva do João Manita.

 

publicado por Ubicikrista às 01:17

04 de Maio de 2011

Pronto, hoje quarta já se ultrapassou o nº 200 nas inscrições e até domingo ás 10, a coisa pode chegar aos 300. Claro que alguns ao verem as feras presentes não confirmarão a inscrição, mas também pode funcionar ao contrario como incentivo para outros. Nós vamos esquecer as médias (só gostamos de minis) previstas pelos Masters e vamos tentar completar a coisa dentro das 6 horas que dura o controlo horário, mas que a organização prolongará.

Entretanto, amanhã quinta feira, monsieur Merckx et leurs mosquiteurs não se vão querer levantar antes das 10 horas, não para evitar Monsaraz o cabeço, mas precisamente por causa dele, o vinho. É pena, tinhamos o S.Brissos para lhe mostrar como aperitivo para domingo, e de borla, o mesmo já não acontecerá no Grand Fondo - 30 euritos prevê a organização pela sua companhia. 

PS: Os mosquiteiros são: Albert Huysmans, Herman Van SpringelJos de SchoenmaeckerJos Huysmans, Jos SpruytKarel Rottiers, Lowieke Storms, Rudy de Bie  e Willy Vekemans.  

PS2: O Paulo Nabo de Montemor, com quem privámos na véspara durante um treino, fez um trabalho espetacular no dia seguinte.

publicado por Ubicikrista às 23:57

21 de Abril de 2011

Tática

Um ou outro conhecia-se apenas de ginjeira não obstante os 500 kms anteriores (200 + 300). Tirando as partidas, poucos nos cruzáramos nos postos de controle ou mesmo na chegada. Havia então que “medir as pilinhas” e ganhar o respeito de todos se queres ajudar em grupo. Se não queres, pisgas-te sozinho ou com outro companheiro. Mas houve o bom senso, depois de cada um mostrar ao que vinha (a forma), de se ir em grupo. Sem conversas e sem veres a cara aos outros (era de noite). Mas a atitude dos 2 rando congregou as pessoas à espera de novidades bocais - a má-língua, que não serve para nada, às vezes tem estas virtudes. As frígidas dizem que é um mito, e que nem sequer existe. Nós achamos que elas é que não existem. Existem apenas más-linguas.

Andando em pequenos grupos ou fazendo esperas, nunca mais o grupo se desuniu até viana (km 270) altura em que se passou a grupos de 2, 3 ou 1 consoante as forças que restavam para terminar.

  

publicado por Ubicikrista às 16:58

17 de Abril de 2011

Antes do sexo, cada um ajuda o outro a despir-se!

Depois do sexo, cada um veste-se sozinho!

Moral: Na vida, ninguém te ajuda depois de estares folixado.

Ao Manuel, culpado de mais um treinador no desemprego

1 - Factos confirmados

O relógio da igreja de Sto Antão marca as 13.45 horas, da última sexta-feira, dia 15 de Abril, quando pára um carro em frente à rua do Raimundo, na zona dos táxis no centro da cidade.

De repente, as portas abrem-se e saltam de lá três homens bastante novos, altos e corpulentos. Sorriem entre si enquanto se dirigem para a parte traseira da viatura, com um ar suspeito de pertencerem ás máfias russas. Pelo sorriso parecem ter abandonado  recentemente a companhia de alguma garrafa de vodka. Um deles utiliza a chave para abrir a bagageira. Surge então, lá de dentro, a cabeça de um homem encolhido, com os cotovelos  em volta das orelhas, descalço, e fatinho à funcionário da Prossegur, mas com divisas na camisa branca. É puxado pelos ombros pelos dois homens enquanto o terceiro lhe agarra nos pés e o arrastam na horizontal para fora do carro, atravessando com ele toda a esplanada da praça central, como que procurando um lugar vago numa das mesas.

publicado por Ubicikrista às 16:47

06 de Abril de 2011

CARISMA

O Ricardo Costa é um velho conhecido - jornalsita/ciclista -  destas lides do pedal, mas que infelizmente nunca conhecemos pessoalmente. Já fez mais pelo cicloturismo em portugal do que um dia alguém fará, incluindo as duas federações. Factos:

No fim do verão do ano 2000, quando como colaborador da revista o Mundo do Ciclismo, publicou na secção de cicloturismo que tinha a seu cargo, esta preciosidade que foi uma pedrada no charco das mentes defensoras da estagnação do nosso cicloturismo.

Nos numeros seguintes da revista não se limitou a indicar o caminho do futuro, passou a demonstrar a forma de chegar lá. Como? foi á procura dele e disso, da sua experiencia, ia dando conta, pois entre anúncios obrigatórios de passeios de febras, metia o bedelho e dava conselhos de como nos podemos tornar melhores trepadores, ou como treinar em casa, etc.

publicado por Ubicikrista às 02:08

29 de Março de 2011

Há anos que os vemos chegar aos poucos isolados ou em pequenos grupos na zona da cruz da picada ou na variante da quinta do Moniz. O ano passado o número ultrapassou a centena e meia, com o agregar simultâneo por parte da FPCUB do desafio Audax para cicloturistas, na linha dos Randonneurs em que estamos atualmente envolvidos. Este ano tínhamos na ideia que era lá para o inicio da primavera.

Sexta feira á noite, durante os festejos dos anos do Granja, alerta do Romão por telefone, Se sabíamos ou não! Tudo muito em cima, mas ficou logo decidido que iríamos ao seu encontro onde, disse, viria o César e o Ezi.

publicado por Ubicikrista às 02:42

20 de Março de 2011

1ª. classe

"Os animais são nossos amigos e dão-nos a carne, o pão e o leite

que servem para a nossa alimentação, como por exemplo o cão"

Quando esta manhã saltei para cima do edredão de braços abertos em voo picado, e este fez POF, estranhei não ver o meu pai na cama, para lhe dar os parabéns por me ter como filho, presumo, senão ele não era pai. A minha mãe que ainda apanhou com o joelho no braço, acordou sobressaltada e disse-me que o meu pai se tinha levantado às 3 da manhã para ir com uns, qualquer coisa Rã do Nores, andar de bicicleta e que só ia chegar lá pela noitinha.

Á hora de almoço a mãe disse-me que a mãe do Nuno lhe telefonou a perguntar o nº do telemóvel do pai do Crispim e que ele deveria ter o telefone do amigo da mãe do Chico, para que ele telefonasse ao avô da Rita para lhe levar ao paredão da barragem do montar do Gil, um avanço da bicicleta que o cunhado do Alexandre tinha em 2ª mão, visto que o dele alargara os parafusos, com os, ou nos paralelos e já não davam aperto, embora eu ache que se usasse uma chave era melhor, mas tinha mesmo que lá ir porque ele queria acabar o brevê sabendo que ao ter ajudas externas não lho iam homologar. Esta palavra, deve querer dizer o mesmo quando o meu pai me pôs em cima do capô do carro novo do pai do Tomás, para me sacudir a areia dos pés com uma toalha, Então é aí que sentas o miúdo? ao que o meu pai respondeu, Descansa que não te o vou amolgar.

 

publicado por Ubicikrista às 23:46

13 de Março de 2011

Azervadinha – centenas de metros intermináveis de "pavê" ao km 55 teve aspeto de massagem indesejada antes de tempo. Vai ser sempre a aviar e, em pedaleira grande, cada vez que aqui passarmos para os futuros brevets.

Bolsas – 3 sandes de queijo e fiambre, 6 barritas (uma por cada hora) e 2 bananas, 1 gel de frutas e 1 cubo de marmelada, que ficou pelo caminho á pala do colete, é muito material para tão pouco espaço, ou então colocar uma bolsa por debaixo do selim. Outra opção de um dos nossos foi levar o mínimo, bater uns bolinhos nos cafés, e malhar uma sopa com uma bifana em v.novas, que já eram horas disso.

Cabo – dever-se-ia chamar reta do cabo… das tormentas. Só de pensar que temos que lá passar futuramente mais algumas vezes no regresso, com o dobro, triplo ou quadruplo dos kms nas pernas, até dá arrepios, não de frio (que se aproxima o verão) mas do vento. As suas bermas fazem lembrar os alcoólicos quando andam vários dias a apanhá-las, são camadas em cima de camadas de alcatrão desnivelado, mas que se contornam com devida atenção. Nada comparado á força do vento que soprava frontal e lateral.

publicado por Ubicikrista às 23:13

10 de Março de 2011

Nada é bom ou mau se não for por comparação. Thomas Fuller

São históricos os primeiros enfrentamentos desde o outro século, entre tamanho de rodas e habilidades.

Mas juntar bom e mau numa mesma prova é que não parece ser grande ideia, pois no mercado, existe tanto material de marca capaz de resistir a qualquer confronto.

Resultado: não obstante o bom utilizador não ter como técnica a força, mas sim a ligeireza (unico exclusivo do mau), e da sua forçada má colocação na hora de partida (contingências de quem se tem de deslocar de longe), perto dos 30 kms quando já só lhe restava quatro bicicletas por vistoriar, viu-se forçado a regressar a casa, quando o tal mau, armado em bom, deu de si, ficando nesta triste figura:

 

publicado por Ubicikrista às 00:54

27 de Fevereiro de 2011

Randonneur=ciclista de longa distância

Brevet=certificado de participação

"as retas só são boas, para quem não

tem mulher com curvas", aldeões

Já está! Depois do torcal, quebrantahuessos, 3 nações e pico de veleta em 1999, e do eternamente adiado paris-brest-paris, surgiu agora o 1º brevet randonneur mondial graças aos randonneurs portugal. Nós, em numero, arranjámos 3 e o resto um 31.

E nem gastámos pilhas, 18:14 h à chegada, 08:27 h à partida. Mas em contrapartida, o nosso companheiro de sempre, o vento, não o cão, gastou-nos tudo. A belíssima média até mora (90 km em 3 horas) para quase todos os randonneurs, exauriu-se a partir do 3º posto de controle  em montemor, quando o começamos a confrontar cara a cara. Não se vê nas imagens abaixo, mas pressente-se a sua presença constante.

publicado por Ubicikrista às 00:28

12 de Fevereiro de 2011

“Só há duas certezas na vida: a morte e os impostos”

Lembram-se das crónicas traduzidas há 12 anos dos Brevets para o paris-nice-paris? Agora é que eles vão arrancar em Portugal no próximo dia 26, daqui a 15 dias portanto com incrições até dia 19, e tudo porque finalmente terminou o maior brevet do mundo, disputado ao longo de quase 10 anos entre serviços do estado. Nesta corrida de bicicletas participaram as equipas dos CTT, instituição bancária, fisco, serviços de saúde, segurança social, apoio domiciliário, GNR, PSP, juízes do tribunal, judiciária e como convidados especiais mais 3 equipas, amigos, vizinhos e familiares, num total de 13. EDP e serviços municipalizados, viram os seus pedidos de participação recusados por insuficiência de elementos.

As regras eram claras para todos: só seriam permitidas movimentações das equipas no pelotão consoante as ações desencadeadas nos respetivos serviços de estado.

publicado por Ubicikrista às 04:25

02 de Fevereiro de 2011

Se quiser que os seus sonhos se transformem

em realidade, acorde.

Um ciclista foi, recentemente, tramado na sua própria terra e impedido de votar. Sobraram-lhe, na altura, os epitáfios para qualificar o que os políticos lhe fizeram a si e ao seu país nos últimos anos, a lembrar o que outros fizeram à senhora da bicicleta (doação do f.murteira). Mas alguém com olhos na sociedade apanhou-os de calças na mão, e pintou o momento com PALAVRAS, cantadas de mansinho, sem precisar de levantar a voz, com a música o mais branda possível. De inicio, somos enganados pelas aparências - as piadas disfarçam a raiva e são como facadas que nos trespassam. A voz também ilude, parece cansada quando se lamenta do quanto tem sido enganada, até aqui. De tanto se insultar a si própria ficamos de boca aberta, arrepiados, mudos de espantos e comovidos quando começamos a perceber que os insultos são para outros.

PS: Descontando "o que é que temos que fazer" do abrunhosa, da inadmissivel "censura" das radios e das TV´s ao paco e ignorando o "pois é" do jorge fernando, desde o zé afonso e dos mamonas assassinas que não se destapava uma pérola social assim (na linha de intervenção do sérgio godinho):

QUE PARVA QUE EU SOU

Sou da geração sem remuneração                 Sou da geração “casinha dos pais”                 Sou da geração “vou queixar-me pra quê?”
E não me incomoda esta condição                 Se já tenho tudo, pra quê querer mais?          Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou                                   Que parva que eu sou                                    Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar              Filhos, maridos, estou sempre a adiar            Sou da geração “eu já não posso mais!”
Já é uma sorte eu poder estagiar                  E ainda me falta o carro pagar                       Que esta situação dura há tempo demais
Que parva que eu sou                                   Que parva que eu sou                                     E parva não sou
E fico a pensar                                             E fico a pensar                                               E fico a pensar
Que mundo tão parvo                                   Que mundo tão parvo                                      Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar       Onde para ser escravo é preciso estudar        Onde para ser escravo é preciso estudar

publicado por Ubicikrista às 21:35

01 de Fevereiro de 2011

Se tu não esperas o inesperado, não o reconhecerás quando chegar

- Heraclito

Dirigiu-se para o ponto de encontro convencido que iria ter um domingo bastante prometedor. Confiava nos treinos realizados. Não havia vento, como gostava. O frio era o menos, pois mal a coisa apertasse, depressa se esquecia, mas não se aquecia, porque as regras obrigam a andar em grupo os 10 ou 20 primeiros kms.

Trama 1: Foi quando se começou a rolar bem e se fez a 1ª seleção, perto dos 30 km, que sentiu a bicicleta dum companheiro a seu lado bloquear. Pensou ser a corrente solta, mas era a pedaleira que estava a fazer contra rosca e ele não conseguia dar mais uma pedalada que fosse. Parou a seu lado e enroscou, manualmente as voltas possíveis a tampa do eixo, para este poder regressar a casa, só na roda pequena.

T.2: Chegou á paragem para café e já todos os outros estavam a sair para o percurso de regresso e seguiu com eles de imediato, sem se apear e sem beber o bendito café que ajuda a evitar cãibras a certos atletas.

publicado por Ubicikrista às 02:23

25 de Janeiro de 2011

CONSTIPAÇÃO

Pachos na testa, terço na mão, Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel, Três aspirinas, creme na pele

Grito de medo, chamo a mulher. Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela, Cala os miúdos, fecha a janela,

Não quero canja, nem a salada, Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto, Já vejo a morte nunca te minto,

Já vejo o inferno, chamas, diabos, Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças, Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo, Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira, Põe-me a Santinha à cabeceira,

Compõe-me a colcha, Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor. Chama o Doutor, passa a chamada,

Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada. Faz-me tisana e pão de ló,

Não te levantes que fico só, Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

Especial deferência do João Carmo

 

Que raio de homens são estes! Num domingo bué da malta (quase 50 gajos) e no outro apenas uma dúzia. É da fibra destes últimos que o Ezequiel falava á dias para o repto do brevet (certificado), que se irá transformar em moda nos nosso pais nos próximos tempos, fazendo com que o troia-sagres se transforme num passeio ligeiro. O maior de todos os brevets é o Paris-Brest-Paris (1 200 kms). Esteve nos nossos planos no fim do século passado (à 12 anos). Antes de se porem a imaginar oiçam primeiro quem já lá andou a amolgar os tubaros, no brevet de 300, no de 400 e no de 600.

PS: Pela primeira vez em muitos anos o vento (35 km) fez uma média bastante superior á nossa. Por ter acusado positivo por pouco, (1 grau) de temperatura á partida, optou-se logo por se saltar para a fase de arrefecimento (3 horas) sem necessidade da fase de aquecimento.

publicado por Ubicikrista às 02:04

01 de Janeiro de 2011

Este Troia-Sagres 2010, trás nos à memoria, pela distancia, a Quebrantahessos de 11 anos antes. Mais duro e difícil, mais longe e mais longo, com mais subidas e mais descidas, mas com menos planos e menos anos (nós). Dessa aventura ficou um livro que esteve á beira de ser publicado. Vamos aqui postá-lo por etapas, digo capítulos, porque parece haver interessados em participar, sábado dia 18 de junho, na Quebra Ossos de 2011. O capitulo 2 é sobre ele. O 1º foi o Torcal de Antequera, em Malaga. O 3º no dia seguinte (à Quebrantahuessos) em Andorra, Espanha e França, dai a denominação de troféu das 3 Nações. O 4º foi o Pico de Veleta, na sierra nevada, em Granada. Cada capitulo tem uma introdução, um perfil descritivo da prova, a tradução das crónicas pela voz (punho) de quatro ou cinco amigos espanhóis da ciclolist@ e, finalmente o rescaldo ou resumo final dessa marcha. Estava-se nos primórdios de muita coisa, como se verá em próximos artigos.

publicado por Ubicikrista às 11:47

13 de Dezembro de 2010

A melhor recompensa para uma coisa bem feita é tê-la feito,

by R. W. Emerson

Se alguma vez na vida te sentires perdido e vazio, come algo,

decerto é fome, pois deves estar algures entre Tróia e Sagres

MÃ3 5OU 3U, 4 TU4 F1LH4.

T4NTO 3MB1RR45T3 COM1GO QU3 4F1N4L 53MPR3 MUD31 D3 53XO. É V3RD4D3 COMO NÃO GO5T4V45 DO M1GU3L 4GOR4 N4MORO O TO1NO.

T4L COMO O M4NO T3 PROM3T3U Á D145 35TOU-T3 4 35CR3V3R 3M NOM3 D3L3 P4R4 T3 D4R CONT4 D35T4 4V3NTUR4 D35D3 TRÓ14 4 54GR35. OLH4, 3L3 F1COU TÃO C4N54DO D4 ÚLT1M4 V3Z QU3 T3 35CR3V3U, 5Ó PORQU3 LH3 4P4R3C3U UM4 BORBULH4 N4 L4P1Z31R4, 3 D35D3 4Í 5OBROU P4R4 M1M. D31X31 FO1 D3 1R 4O N4T4L DO5 HO5P1T415 CÁ D4 M1NH4 3MPR354 3 P3RD1 4 4TU4ÇÃO DO F4RM4CÊUT1CO 3 5U45 B41L4R1N45, M45 T4MBÉM M3 D1V3RT1 MU1TO 5OBR3TUDO 4 D35P4CH4R B4RR45! NÃO, NÃO 5ÃO 4QU3L45 DO G1NÁ51O, 35545 5Ó S3 L3V4NT4M NÃO S3 COM3M.

E5T3 GRUP3LHO, PORQU3 H4V14 OUTRO5, 4NT35 D3 S3 R45P4R3M, PU53R4M-M3 D3NTRO DUM4 C4RR1NH4 C1NCO M1NUTO5 4NT35 D45 O1TO, COM DU45 M155Õ35: 3NCONTR4R O C4M1NHO P4R4 54GR35 E S3 PO55ÍV3L 3NCONTRÁ-LO5 A EL35, O5 C1CL15T45. S4B35 COMO 3U GO5TO D3 PUZL35. P4R31 N4 COMPORT4 A V3R P4554R C1CL15T45 3 NUNC4 M415 O5 V1.

 

publicado por Ubicikrista às 21:28

09 de Dezembro de 2010

Crida mãi,

xcrevuti pa te dzêr ca arrâjei um páreti taimi. Vai-mi ajodar a pagari dôes diaz de prupinas na univrcidade pêlu menuz.

Vô fazeri de xoféri duns otarius qe na pecizam de min pa nada é çó pa lhi guardari umaz muxilas incuantu pudalam numaz ciqueletas desdi atróia pa çagris.

Çó agora é qe çúbi quéra eu quia, purqésta cemana xuveu duaz vêsis, na prumera vês xuveu dorânti terês diaz e na sgonda dorânti cuatru diaz.

Ê depões ce ma lembrári qontuti a muidêra qé levari céte oras de qaminhu de xapada abachu dirêtu ó algarevi.

Bêjus dezti tê filhu.

publicado por Ubicikrista às 02:26

27 de Novembro de 2010

Quatro patas bom, duas patas ruim,

G.Orwel in A Revolução dos Bichos

Aproxima-se o natal e os jantares e almoços serão mais que muitos. Nós, a malta das bicicletas também vamos ter um desses. Mas se o local for o de sempre, desta vez temos de ter cuidado com a ementa para não nos acontecer o mesmo que ao contador, o ciclista. Vamos querer saber onde é o degoladouro para ver se os bichos não contêm hormonas de crescimento que contaminem a nossa carne. Tudo sobre a égide da pessoa mais famosa neste momento cá da nossa aldeia, um senhor doutor médico dos bichos, que faz uns biscates nas horas vagas para os restaurantes chineses que não compravam carne deste quilate desde o anterior milénio, altura em que havia mais gatos do que pessoas cá no burgo, tal como acontecia nas ruas sevilha em agosto, onde só havia cães e portugueses. As roupas dos felinos foram descobertas num sítio onde agora está instalado um hotel mesmo há entrada da aldeia. O MP nunca pode avançar com a queixa pois parece que centenas de cúmplices engoliram as provas. Repetiu-se o facto por estes dias mas sem carcaças à vista, o que motivou até um protesto cá num cantinho da aldeia, ficando conhecido como a semana sebastiana, pelas caraterísticas do seu líder.

 

publicado por Ubicikrista às 22:54

20 de Novembro de 2010

CARISMA

Não há ninguém em portugal que mais vezes se tenha perdido de amores pela espanhola quebrantahuessos. Depois de calcorrear a cordilheira dos andes de mochila, no continente americano. Depois de ter ultrapassado os seus limites físicos na ascensão ao kilimanjaro, no continente africano. Depois de ter conquistado alguém, no continente de cascais (podia ser), resolveu revelar o seu lado romântico, senão veneza a nado era assunto arrumado, no continente europeu.

Por estes dias foi encontrado momentos antes e devidamente artilhado, não para mais um quebraossos, mas desta vez para um complicado repara-ossos, que não correu bem à primeira, mas uns tempos de braço ao peito reporão o rádio a sintonizar o caminho da recuperação, após pirueta numa passadeira, antecedendo a surpresa de uns calços novos e de um peão a voltar para trás.

publicado por Ubicikrista às 16:54

18 de Novembro de 2010

“Se o governo não fizesse marcha atrás e o IVA do leitinho com chocolate tivesse

saltado de 6% para 23%, enquanto o vinho se mantinha a 13%, o meu neto

iria passar a levar reguengos reserva 2008 para o lanche na escola..."

do meu amigo, Xico Calaco

Aqui estou eu, um juiz do tribunal, um modo de vida de pleno direito, que me serve tanto como ao Manel que é carpinteiro, quando toca a andar na gáspea, preparando-me psicologicamente para a minha primeira greve. Eu um meritíssimo juiz a fazer o que nunca fiz em 35 anos de democracia. Vou na onda da malta dos pedais. Combinámos que dia 24, todos irão ao encontro domingueiro habitual munidos das bicicletas, que não serão montadas – as esposas vão rejubilar, pois consideram-nas nossas amantes. Andaremos com elas a pé pelas ruas da cidade - as baiques, não as amantes. É assim que vamos protestar. Temos que fazer isto porque os mandantes, já nos sublevaram os bolsos, nas profissões de cada um, com custódias como aquelas praticadas na Idade Média, em que o aldeão era esbulhado ao sabor do rei, para campanhas de guerra ou para mais um palacete. Agora parece que é para pagar bancos que faliram! Hã. Só podia. Estava-se mesmo a ver, que está para aparecer o primeiro guloso que não meta a mão na massa – onde o bolo é feito, entenda-se, onde o nosso dinheiro está à guarda.

publicado por Ubicikrista às 02:26

07 de Novembro de 2010

No domingo passado, na paragem do autocarro, mal se tinha acabado de entrar no horário

de verão, e depois de terem andado nos copos, o Sá Hull sem se aperceber da presença de

uma velhinha e da sua neta em idade de pré reforma da adolescência, pergunta ao seu amigo,

Que horas são. Este um predador nato, especialista em gado rachado, nem hesitou na resposta:

- Três na nova e duas na velha! Esta assanhando-se das orelhas, dispara:
- E cinco na sua mãe, meu grande filho da p...!

 

As gerações gostam de testar as outras gerações e para isso recorrem aos amigos, desta vez com percurso perfeitamente delineado, carro vassoura e treinador. Este último facto era para nós inédito, que esperávamos instruções do tipo Ataca, ou Puxa, e só se ouvia, Encosta aí que um já se perdeu. Sentindo-se desrespeitado por alguns ciclistas, mais concentrados na sua própria performance, este já perto da meta,  por várias vezes tentou fazer cumprir as suas instruções, intimidando agressivamente á vassourada os corredores em plena prova, deixando incrédulos automobilistas e transeuntes. Uma vergonha nada condicente com a postura demonstrada até ao momento. Como atenuante só o facto de eventualmente ter confundido a missão de batedor (daí querer bater) de transito com a de treinador. E tanto que a coisa prometia a avaliar pelos mails circulados dias antes:

“Vou a comandar o carro vassoura...parece que tenho já co-piloto”, “Digam-me a hora e o local para iniciarmos a tarefa!”,“Levas um dos meus selins DuoPower, para a hortaliça não se queixar”,“Lamento desiludi-los, mas o meu (c.), não vai ser montado em bicicleta”, "Se fulano for de "carro vassoura", ainda lhe faço companhia". Tudo gente empenhada como se verá...

publicado por Ubicikrista às 02:29

25 de Outubro de 2010

Scut, diz-me a minha vizinha segundos depois de me ter tocado à porta, Estou com

uma vontade louca de me divertir, ou de me enfrascar e ter sexo o resto da noite.

A querer saber se eu estaria ocupado nessa noite. Deveria ter dito que sim, mas

ao ver os canhões que emanavam da sua blusa, feito parvo fui dizer que não.

- Então pode-me ficar com o cão?

 

As palavras por vezes pregam-nos partidas. Estamos á espera de uma coisa e sai-nos outra. Não acreditam? Vamos lá provar que há palavras que é melhor suspeitar.

Comuns no dia a dia

A minha filha depois da sua boda veio dizer-me que queria manter aquele Padrão para sempre. Só no batizo do meu neto é que percebi, ao ver que o padre era mesmo muito alto e simpático. Também julguei sempre que Detergente era aquele produto que se usa para lavar a loiça, afinal é apenas a missão de qualquer polícia (deter gente), o facto normal de prender pessoas. Considero agora que Halogéneo é apenas uma forma de cumprimentar uma pessoa muito inteligente. Não é para grandes alarmes quando na rua somos surpreendidos por um Assaltante, significa apenas que num anúncio vemos um A aos pulos. Sabemos que o Biscoito pode ser agradável, melhor será ainda, se repetirmos a trancadinha lá em casa.

publicado por Ubicikrista às 01:03

24 de Outubro de 2010

Ao ler que vários desportistas entre eles ciclistas, alguns do pelotão internacional, tinham aderido á moda das pulseiras holográficas é coisa que não me torce nem me amolga, mas ver um companheiro enfardar com duas para o bornal, durante a visita ao pavilhão da VII edição do festival bike de Santarém é coisa que já me pode tirar o sono. i.é. lá longe tanto se me dá, mas cá ao pé não posso ficar de mãos nos bolsos e bico calado. Assim:

Eis-me a magicar como explicar ao pessoal, não como alguns, que os hologramas emitem tanta radiação eletromagnética quanto uns pedais de carbono, um bocado de papel para limpar o ranho ou o rabiosque (por esta ordem, não a outra) ou ainda o corpanzil dos que nos rodeiam. A marosca começa assim:

publicado por Ubicikrista às 22:47

23 de Outubro de 2010

A minha mãe: - Manel, fecha a porta da rua quando sais!

O meu pai Manel: - A minha mãe também me fazia o mesmo.

Preâmbulo:

À feira de santarém faltou uma montra para compras e trocas de peças usadas, ou então

que em vez de irmos á feira viesse ela ter connosco. Vendiam? Supúnhamos então:

 

O Mustáfa, um árabe de Vi-larial, apareceu às palmeiras e ofereceu 2 mil euros por cada bicicleta que lhe vendessem. Boa parte de nós vendeu-lhe o seu meio de transporte de domingo e até as que estavam abandonadas lá pelas garagens de cada um. No domingo seguinte voltou o Mustáfa e ofereceu um preço melhor: 3 mil euros por cada bicicleta. E outros tantos de nós vendeu-lhes as suas.
A seguir (no outro domingo) ofereceu 4 mil euros e o resto do pessoal vendeu-lhe as últimas bicicletas.
Ao ver que não havia mais bicicletas no grupo, ofereceu 5 mil euros por cada bicicleta, dando a entender que as compraria numa das semanas seguintes. Mal virou costas eis que chega o Mustáfa II,  seu ajudante, (nos truques de magia costuma ser uma ajudante, temos pena mas o nosso orçamento não dá para mais) às palmeiras num Scania, com as bicicletas que comprara, para que as vende-se a 4 mil euros cada uma.

publicado por Ubicikrista às 22:16

22 de Outubro de 2010

Pela sobriedade, da linguagem, nas noitadas, no SOS ao luís carlos

 

Tásaver a minha cota com o robe nos ombros? Yá, essa cena! Ela mêmo a moer-me uzóvidos: - Vê lá se mancas bem o velho, a janta da firma alongou-se e quando cá chegou já vinha todo mamado. Tásaver?

Mal sabia a cota que o velho foi dançar uns boleros ali prós lados de Santa Barbara, com umas damas guapas novinhas a estrear. Cá o je nunca vai porque no outro dia temos baiques, os dois, numa de cena de familia. Tásaver?

E ela diz mais: que o meu velho mal entrou em casa, foi ao móvel da cota, sacou uma shirt assim mêmo que a meca tinha lá lavada, meteu os glasses na tromba, enfiou o gorro à dread e por cima o k 7... e caiu redondo ao lado da sua dama. O gajo já tava bué de preparado mêmo para sair a pedalar. Lá prás oito quando abriu a pestana, começou logo a chingar-me azurelhas:

- Ouve, é que nem te passes. Népia dessa cena de ires pegado nos pneus dos chavalos. É lá no top a dar a frontaria ao vento que tens que estar, e nos prontes para quando saltar qualquer meco marado dos cornos na maluqueira, tem-te logo ali á cola como se fosses a bofia.

(adaptado)

publicado por Ubicikrista às 21:27

21 de Outubro de 2010

CARISMA

"O meu clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão correcta:

Deu um passo em frente....", João Pinto, capitão do FCPorto,

in calinadas do futebol português

 

O passeio de domingo dos Pedaleiras tinha-lhe dado alguma confiança, embora as pernas já não lhe obedecessem nos últimos 10 km, e com razão ainda não estavam recuperadas da meia maratona do bikevora. Desconfiava dos géis que impingira e que lhe aceleravam o metabolismo, levando os músculos ao limite. Tivera que parar mesmo uns 10 minutos para se recuperar, mas antes da uma da tarde lá acabou os 55 kms na praça do Giraldo.

Alguém lhe dissera para aparecer às palmeiras, que iria aguentar. Desconfiando dele próprio, mas confiando na bateria do telemóvel que quando ele estourasse, lhe restassem ainda forças para balbuciar a palavra magica que acionaria o aladino táxi da família, direto ao seu encontro.

publicado por Ubicikrista às 23:26

18 de Outubro de 2010

Nota previa

Fomos reencontrar gente de Os Pedaleiras, do Santo António e da Sulregas,

tudo a andar nos CICLOTUR, os pioneiros no cicloturismo em Évora.

Convém explicar em breve resenha o que foram e quem são

 

História - Do nascimento ao entorpecimento

O luciano canete convidou o alberto lobo para dar umas voltas de bicicleta. Mal sabia ele que havia quem tivesse jeito para a coisa e o bicho canete lá voltou para o que gostava, dar pau no futebol. A "coisa" tornou-se moda e alargou a outros personagens que aos poucos sentiram a necessidade de dar nome ao grupo. E um dia com publicação no diário da republica portuguesa, nascia o Ciclotur com fundadores como o zé lourenço tipografo, o zé dener mecânico, o alberto lobo médico, o santos do banco, o jerónimo dos candeeiros ou o ferreira da cêpê. Chegou-se a fazer um passeio com os  cicloturistas assistidos por helicóptero. Coisas grandes do zé dener que está ligado à federação de cicloturismo.

publicado por Ubicikrista às 21:34

12 de Outubro de 2010

Meus senhores eu sou a água
que lava a cara,
que lava os olhos
que lava a rata
e os entrefolhos
que lava a nabiça
e os agriões
que lava a piça
e os colhões
que lava as damas
e o que está vago
pois lava as mamas
e por onde cago.

Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa
e o rabanete
que lava a língua
a quem faz minete
que lava o chibo
mesmo da rasca
tira o cheiro
a bacalhau da lasca
que bebe o homem
que bebe o cão
que lava a cona
e o berbigão

Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos
e os grelinhos
que lava a cona
e os paninhos
que lava o sangue
das grandes lutas
que lava sérias
e lava putas
apaga o lume
e o borralho
e que lava as guelras
ao caralho

Meus senhores aqui está a água
que rega as rosas
e os manjericos
que lava o bidé,
lava penicos
tira mau cheiro
das algibeiras
dá de beber
às fressureiras
lava a tromba
a qualquer fantoche
e lava a boca
depois de um broche.

De Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Num dia Bocage em que foi desafiado pelo seu arqui-inimigo e rival França para, de momento, dizer uma ode sobre a água,

publicado por Ubicikrista às 02:56

05 de Outubro de 2010

Bie, Bie

 

*em inglês do Puerto

publicado por Ubicikrista às 23:59

PODOMETRIA - A bicicleta e o ciclismo

O BIKEFITTING, é um programa que adapta as medidas

corporais dos ciclistas à bicicleta


O Ricardo aproveitou-se do “doping” tecnológico que o Dr Gerardo da Clinica Podotec, horas antes lhe implantara, para abusivamente ter o privilégio de escolher o melhor sitio, para estacionar a baique, na chegada á ponte. Felizmente existem os furos para repor alguma verdade no desporto.

Outro sim, o único que fez o trabalho de casa pós colóquio, recorreu às mezinhas caseiras – recuando as ditas ou/ao callas no sapato – e veio de Monsaraz apanhando todo o lixo que outros iam largando pelo caminho, e ainda lhes mostrou nos últimos metros para que serve o corpo quando não se é manequim.

É que nessas horas antes, deu raiva saber que há manequins no ciclismo que pesam 27 anos e têm 64 quilos de idade, quando a maioria (nós) temos 64 anos e pesamos para cima de 27 qualquer coisa de índice de massa corporal.

Passada a nossa revolta inicial, o insigne podologista desportivo a nível mundial, cuja presença, só foi possível pela amizade com o presidente do sto antónio, pregou com o manequim em cima da bicicleta e mandou-o, calculem, pedalar, mas antes meteu-lhe uma fita electrónica, dentro dos sapatos, ligada a um computador. Pôde (podemos) ver assim, o modo como ao longo da planta do pé se distribuí a pressão da pedalada, e intuímos:

1 – Quem tem joanetes, nem vos digo, é uma desgraça em termos de apoio incorreto do pé (60 €)

2 – Todos temos pés de pássaro no poleiro, ao enrolarmos os dedos, quando as travessas estão demasiado avançadas (nós 0 €)

3 – Nem só de patologias nos pés vive o ciclista, mas essas influem nas dos joelhos, das ancas e coluna (~ 370)

4 – Que há palmilhas de carbono que nos custam os olhos dos calos (~ 180)

publicado por Ubicikrista às 23:53

04 de Outubro de 2010

O nuno pedaleira revelou-se um anfitrião de primeira, de estalo, ou melhor, de palmas e teve direito a coro (coiro).

Exemplificando: digamos que nos descuidámos mas deixámos aqui um cheirinho

Horas antes, temia-se chuva na zona mais pluviosa dos arrabaldes da cidade, por onde teríamos necessariamente que passar, mas foi o vento o grande causador de estragos e de medo no pelotão, sobretudo os de rodinhas com algum perfil.

Louvor: quantos, seria interessante saber, betetistas experimentaram pela primeira vez, uma baique de estrada?

publicado por Ubicikrista às 00:28

02 de Outubro de 2010

Destaques:

1 - Organização

Ao luís guégués e ao filipe salvado que ao encabeçaram um grupo extraordinário, permitiu às forças de segurança e aos funcionários camarários dominar um transito caótico (não houve ninguém em Évora que não saísse com o carro para a estrada entre as 15 e as 17 horas. Teimosos e emburcalhados como sempre)

2 - Ciclistas da terra

Ao luís romão, que ao atacar logo ás portas de alconchel, ganhou a 1ª meta volante, e abriu as bases para a sua equipa poder voltar a atacar e dominar toda a corrida a seu belo prazer, sendo ainda o vencedor da taça de portugal - somatório das várias provas -  na sua categoria. Ao ezequiel que deixou cair o bidão, ficando seco à segunda passagem nas piscinas, vindo a imitar este algumas voltas depois, ou então precisou de levantar dinheiro, pois ali só há multibancos. Ao césar que levou um raspanete do seu chefe de fila, porque cometeu o crime de na sua cidade, e durante três voltas andar na cabeça do pelotão, não deixar a fuga passar dos dois minutos. Ao romão que pagou caro a ousadia de querer escapar no alto de s.bento, vindo a pagar a fatura com o pelotão a 100 metros durante três voltas, mas a sua recolagem levalo-ia ao 2º lugar do podio na sua categoria.

Ps: se notarem a falta de paralelos na calçada, que ninguém se ofenda. Vejam nos troféus que foi por uma boa causa. Portantos...

publicado por Ubicikrista às 19:09

29 de Setembro de 2010

ABC prático do ciclismo

FISGADA

“Foi a tropa que fez de mim um homem",

in, entre aldeões

 

Via o filho crescer até à maioridade e sabia que ele já não teria que assentar praça, ir "às sortes", pois actualmente não existe Inspecção Militar, foi substituída pelo Dia da Defesa Nacional, e é para o menino e prá menina obrigatório. As guerras ou batalhas, o seu filho e outros, hoje travam-nas nos PC´s. O contacto com as armas, hereditário durante décadas através do Estado, quase que se perdeu. Agora só através do Paintbal, pouco a pouco substituído pelo Airsoft, com material militar, federação e campos de treino (por cá no velho armazém da fábrica da bolota e no edifício da Epac) que os obriga a levantar os fundilhos da cadeira e a correrem de uma parede para outra, simulado guerrinhas que, embora reais, para eles são virtuais, tal como em casa frente aos monitores.

Também no seu tempo de menino, a pressão de ar (flóber), fora o máximo que se podia aspirar, mas que nunca tal o motivara. Um dia o seu pai aproveitou uma forqueta de um ramo de eucalipto, ao qual atou um elástico, que poderia ter sido a coisa mais poderosa da sua infância, não fora o facto de ter vindo de um pai com carateristicas incomuns, sem nada lhe dizer, delegou nele a decisão de a usar. Era a obrigação mínima de oferta, não de ensino, mas como símbolo de masculinidade, que competia a um pai pacifista como o seu. Com eucaliptos tão altos, manuseamento raro e pontaria zero, aquilo andou lá pelo quintal até ao dia em que decidiu, pela inutilidade, desfazer-se dela.

Numa derradeira tentativa, mais para descargo de consciência, subiu os dois degraus do portado e encostou-se à umbreira da porta. Já quase escurecia, era a hora do chilrear intenso, quando os pássaros mais se aglutinavam para passarem a noite juntos e em segurança. Sem convicção lá  encostou a mão ao ombro esquerdo, enquanto o braço direito se afastava tenso. Abriu a mão e disparou na horizontal. O que se seguiu marcou-o para sempre. Parecera-lhe que derrubara algo e o coração deu-lhe um pulo. Não, aquilo não lhe podia estar a acontecer. Para se sossegar começou a encortar os cerca de 80 metros, enquanto dizia para si que podia ter sido uma folha de eucalipto atingida. Aproximou-se com o credo na boca e sentiu um baque. Confirmara-se o que temia. Ali no chão, estendida, estava a alma inocente de um passarinho muito pequenito. Fartou-se de o assoprar e de lhe pedir desculpas. Em vão. Ali mesmo jurou a si próprio nunca mais ter de pedir desculpas, a ninguém. Basta-lhe não apontar para alguém, e muito menos disparar, algo que seja, para a molhada.

publicado por Ubicikrista às 01:20

21 de Setembro de 2010

 

“Quem fez isto?” perguntaram os Alemães a Picasso, enquanto observavam a tela

Guernica, onde este imortaliza a destruição perpetuada pelos bombardeiros de Hitler

em 1936, sobre Bilbao, a que ele respondeu:

- Foram vocês!

 

Era mais uma daquelas visitas familiares em que somos arrastados sem saber porquê, mas porque sim dirá a matriarca, e além disso o teu primo mais novo faz anos. O recém ex-tropa, para não se aborrecer, aproveitou uma folha solta de um caderno de linhas, onde se guardam as receitas caseiras que se apanham da televisão, da rádio ou de alguma vizinha. A família distraída pela conversa nem reparou que começaram a cair sobre a dita folha alguns traços e rabiscos, mas ao miúdo aniversariante a curiosidade aguçou-se-lhe. ”O que é que estás a fazer?” “um desenho” “Posso ficar com ele?” “no fim”. E pegou na bicicleta acabadinha de estrear e foi dando umas voltas orgulhoso. De vez em quando voltava para espreitar a evolução dos traços. Cada vez mais espaçado e desinteressado, dividido entre a bicicleta recebida e o rumo que os desenhos estavam a tomar, longe dos traços iniciais mas ainda compreensíveis para si.

Quando anoiteceu e a visita terminou, recebeu da mão do tropa a folha: “toma”. Olhou para o desenho e não o percebendo (já à muito tempo) perguntou: “O que é?” “és tu”.

Infelizmente no dia seguinte o tropa tinha que cumprir os seus últimos dias de farda na prisão militar. Não se portara bem no destacamento que fora cumprir missão nos Açores, e a guia de marcha indicava claramente: dois dias de “gaiola”.

Regressado a casa, lá houve tempo então para desfazer as malas, dos 6 meses de afastamento do continente e da família. Num dos bolsos, das calças para lavar, saltou um quarto de papel A4 rasgado á mão, que ainda amarrotou mais, enquanto finalmente sorria. “O que é?” “o meu fim de semana na prisão”. E deu-mo, melhor: abarbatei-o, desamarrotei-o e tentei interpretá-lo.

Tentei, digo bem. Durante vários minutos olhei para um papel desigual nas pontas, aproveitado do rascunho de algum requerimento, e na parte de baixo pontificavam desenhados, calculo que no chão, dois lagartos em luta, tentando morderem-se sem razão aparente, ou por algo que não estava no desenho, enquanto lá do alto do papel, um só olho os espreitava através do centro de uma grade suspensa no ar, igual ao símbolo cardinal (#).

Foi quase com clemência que pedi, ordenei e implorei, para que me explicasse o significado daquele desenho. Insisti, barafustei e não desisti. Finalmente a anuência, talvez pela minha insistência ou mais como pena da minha ignorância:

- Sabes, um desenho ou uma tela, grande ou pequena, não se explica a ninguém. Assim como também não uma fotografia, um texto, seja ou não poesia, ou até mesmo uma peça de olaria do Redondo. E continuou a falar.

A partir desse dia passei a admirar, a valorar e a ser igual àquelas pessoas que entram num museu, e ficam horas a olhar para um quadro, tentando, agora finalmente sei-o, decifrar a história daquele momento, que o desenhador fez parar no tempo como se de uma foto se tratasse. Passei a perceber aqueles que desfrutam a ler, reler e tentar compreender melhor um texto, citação ou uma passagem literária. Finalmente já desfruto a olhar, espreitar ou observar uma foto, não como as avós desconfiadas fazem quando o neto está longe, ou mesmo no estrangeiro, quando se certificam várias vezes ao dia de que os traços fisionómicos estão no caminho certo dos do pai em criança. A explicação daquele dia fora clara:

- Enquanto lá estive na prisão, vi como os guardas brigavam entre eles, nos vários turnos. Senti que o prisioneiro não era eu, eram eles. Eu só lá ia por dois dias. Eles tinham que lá viver.

 

À memória do Chico, perecido por falta de apoio médico, na madrugada de Los Angeles,

enquanto os portugueses deliravam com a medalha de Carlos Lopes.

publicado por Ubicikrista às 13:19

20 de Setembro de 2010

Com os craques espalhados pelos cabeços da tourega, ruma(o)ndo sem rei mas com rainha(s) e com um ou muitos arma(n)do-se em remendador de camaras de ar, restou-nos aos unidos brincar ao ciclismo de antão. Se houvesse um jornalista imaginário a assistir, teria dito, talvez escrito, ou mesmo relatado os momentos por palavras tais:

“O  percurso, com as suas pequenas subidas, foi verdadeiramente elétrico e tal como os carteiristas no metro, há ciclistas (há helderes, não ladrões) que se sentem confortáveis no seu meio ambiente, quando o ritmo (sem travagens mas com o tal para*, arranca que dá para a malta recolar e ir fazendo brilharetes) é feito de repelões.”

*é mesmo assim pelo Acordo

Como em tudo na vida há sempre privilegiados (a mim a minha mãe nunca me deixou andar de bicicleta no jardim, para não lhe estragar os canteiros com os pedais, mas a mãe destes, a câmara, sim), 547 ao certo - 349 nos 55, 140 na taça e 58 nos 85:

video completado


publicado por Ubicikrista às 00:29

19 de Setembro de 2010

Dia 3 de Outubro, prova de masters, a passar (7 x) pelo Praça Giraldo,

Av S.Sebastião, rotunda Torregela, rampa do Lago, conduta, Piscinas,

Alto de S.Bento (lado), Casa Pia, arco Cartuxa, palmeiras, rot. Aviz,

rot. Mobil, Bombeiros, Rossio, Rua Republica.

Organização: GD Os Dianas


Durante o Inverno no troféu BTE, ouviu-se:

-  Vai Fanísca.

- Força Bombas.

Os incentivos aos ciclistas sempre caíram em saco roto, pelos menos aqui no Alentejo, por não haver montanhas. A malta bate palmas ou grita qualquer coisa sem nexo e quando vai a ver já eles passaram, seja na Volta ao Alentejo ou a Portugal (raro). Era assim, mas com o BTT tudo mudou, pois numa curva ou subida podemos incentivá-los, incutindo-lhes na alma uma vontade extraordinária para o resto da prova, que os motivará quando as forças começarem a faltar no final, gritando-lhe algo genuíno e verdadeiramente alentejano:

- Na vales nada!

Mas os incentivos não são só exclusividade do ciclismo, podem vir de onde menos se espera, vejamos:

Em Guadalupe, há 50 anos a esposa, em fase de lua-de-mel caseira, recebeu notificação verbal por parte das mulheres do bairro, para libertar o marido, o único guarda-redes. O amor era tão grande que ela se foi colocar por detrás da baliza contra o S.Sebastião, e cada vez que havia perigo nas imediações, agarrava nas saias e com o nervosismo subia-as para cobrir o rosto, enquanto repetia apavorada:

- Ai que entra, ai que entra!

Nos anos 90, os Salesianos inauguraram uma coisa fabulosa chamada Olimpíadas, a ser disputada entre todos os alunos. Numa corrida de duas voltas ao parque de jogos, um miúdo de 8 anos franzino, num forcing final, ultrapassa dois matulões de 10 anos. Subitamente no meio do público, uma senhora exulta aos pulos. Beija uma velhota à sua frente e virando-se de imediato abraça o homem que está ao seu lado, enquanto da sua voz sai a frase trémula de emoção: É o meu filho. O homem surpreendido pelo comportamento da senhora sorri e calmamente diz:

- Eu sei! Também é meu.

Mães assim, porque há outras, só vi a dos irmãos Hugo (Porto-Andebol) e Nuno (Juventude-Futebol), ninguém mais torce assim por um guarda-redes. O pai de quem marca, grita golo, na bancada. Mas, se o filho isolado deixa que o guarda-redes defenda, o publico na bancada levanta-se e em uníssono diz Oh, seguido de gestos de desalento, enquanto uns alcunham o avançado e outros dizem palavrões. Mas no meio desta exaltação, ouve-se um punho a bater no ar, tal como quando pomos um visto num papel mas com o movimento da mão inverso. E de uma voz feminina quase impercetível sai um seco e solitário:

- BOA.

Á mãe do Vitor

Ao Bruno e Sara pela Leonor

Ao Ricardo, bom rapaz, felicidades


publicado por Ubicikrista às 00:37

14 de Setembro de 2010

CARISMA

Na aldeia o fiscal da ASAE pergunta pelo dono do lugar de hortaliça:

"O meu marido foi ó prado aos tomates", diz a senhora.

O fiscal foi-se embora, mas voltou passado um mês para ouvir a mesma resposta.

E igualmente nos meses seguintes. Um ano depois desconfiado, empertigou-se:

"Não saio daqui hoje sem falar com o seu marido, onde é que já se viu uma pessoa todos os

meses ser operado aos tomates?"

- Eu não disse ser, disse foi. Cada manhã ele pega numa sexta e vai aos tomates ao prado!

 

Ao contrario deste, urosado, só lá foi uma vez, e cumpridas (compridas para a esposa) três semanas ele aí estará a competir na liga dos últimos, que é onde se sente bem. Suspeita-se que compete pela saúde e bem estar, com os amigos, mas nunca o diz.

publicado por Ubicikrista às 01:54

13 de Setembro de 2010

CARISMA

Não sabe marcar andamento.

Respira bicicleta pelos poros.

Faz 2h para ter 5x8m de subida.

Quando vai para desistir ganha.

Não conhece S.Brissos.

 

Eu tenho um melro                             [Refrão]                                          Eu tenho um melro
que é um achado.                   Melro, melrinho,                                          que é um prodígio.
De dia dorme,                        e se acaso alguém te agarrar,                      Não faz a barba,
à noite come                          diz que não andas sozinho                            não faz a cama,
e canta o fado.                      que és esperado no teu lar.                          descuida o ninho...

E, lá no prédio,                      Melro, melrinho,                                          Mas canta o fado
ouvem cantar...                     e se, por acaso                                            como ninguém.

e já desconfiam                     alguém te prender,                                       Até me gabo

que escondo alguém               não cantes mais o fadinho,                           que tenho um melro
para não mostrar.                  não me queiras ver sofrer.                           que ninguém tem.

Eu tenho um melro,                                                                                   Eu tenho um melro...
lá no meu quarto.                  E não voltes mais,                                        (-Que é um homem!)
Não anda à solta,                  que estas janelas não as abro                        Não é um homem...
porque, se ele voa,               nunca mais.                                                  (-E quem há-de ser?!)

cai sobre os catos.                                                                                    É das canoras aves
Cortei-lhe as asas                               (Final)                                             aquela que mais me quer.
para não voar.                       E não voltes mais,                                        (-Deve ser homem!)

E ele faz das penas                que a tua gaiola                                             Ah, pois que não!

lindos poemas                       serve a outros animais.                                 (Então mulher?)
para me embalar.                                                                                      Há de lá ser!?

É só um melro com quem

dá gosto adormecer.

Ao voar fazia piu piu como todos os outros, mas ao poisar ui, ui.

Era um passaro diferente.

Até que se veio a saber que tinha as pernas curtas

publicado por Ubicikrista às 00:24

07 de Setembro de 2010

"Os bons prometem pouco e fazem muito; os maus prometem

muito e fazem pouco.", Textos Judaicos

Com promessas de participação esforçada nas maratonas vindoiras, Mte Trigo e Evora, alguns dos futuros eventuais vieram meter 100 no corpo - muito inferior aos 360, no fim de semana, do Joaquim Miguel na visita ao Santuário (ida e volta), com "burra" de montanha.

Desde Val de Marias à feira da Luz, onde os Deolinda nessa noite também prometiam brilhar, foi só bom comportamento para refinar a resistência.

publicado por Ubicikrista às 22:31

Em latim português dever-se-ia dizer alongamembros,

porque é disso que se trata em relação ao ciclista, I

 

Sempre que se monta na sua bicicleta, o ciclista devia deitar a mão a toda a coisa que apanhasse durante o tempo que anda em cima dela, adiante explicaremos porquê. Deveria discutir com os companheiros de estrada, empurra-los, sem chegar a vias de facto. Fazer peitaça e cara de mau. Ameaçá-los com o punho e até fazer gestos obscenos. Coçar as partes hortícolas e de saneamento. Fazer tudo o que é feio e do piorio. Dar pontapés é que não se aconselha, mas fingir que lhe vai dar -  tirando os pés dos pedais -, sim. Tudo sempre na maior segurança. Em suma um comportamento indigno, aparentemente.

Desta vez fabulando (com animais) a ficção (com pessoas), temos um urso e um coelho felpudo, que lado a lado faziam as primeiras necessidades sólidas matinais (as fisiológicas foram antes), quando o urso inesperadamente pergunta ao coelho:

- Largas pêlo?

“É pá eu cá sou de boas famílias e isto é material de primeira necessidade” (grrr que coincidência).

Perante isto o urso pegou no coelho e serviu-se dele como alimpante.

Pois é, às vezes em vez da bazófia (ah e tal eu deixei-os ir embora porque quis ou fugiram-me porque estava a beber agua e não consegui meter o bidão na grade) deveríamos ficar calados, ao invés de nos precipitarmos numa resposta.

Ainda se lembram de ter dito: aparentemente, em relação ao comportamento indigno dos ciclistas? É que estar-se horas a pedalar, concentrados na roda do ciclista da frente, vigiando os carretos e a roda pedaleira dos que passam, nos esquecemos de mudar as mãos nas diferentes posições que um guiador permite. Resultado, os membros superiores e inferiores (como se chamam os do meio?) adormecem, o pescoço não vira, os pés formigam e o rabo (mau, mau) é de cada um. Ex: há quem desenganche o sapato, coloque o peito do pé no selim e se sente em cima do calcanhar. Grande coisa dirão alguns, a Branca de Neve escondia os 7 anões (bom, bom).

Retomemos a fábula. A meio da manhã, o leão, rei e senhor da selva (Porquê? Nunca percebi. Por ser o mais selvagem de todos? Adiante veremos) aproximou-se do urso e em surdina pespegou-lhe:

- Com que então tu, alto, forte e com a mania de machão, vi-te à bocado a abafares a palhinha do coelho felpudo, e já contei a toda a gente.

Pois é, às vezes podemos até sacanear alguém, mas deveríamos pensar que há sempre um filho de uma mãe de um Luís Horta qualquer (segundo C. Queirós) pior que nós.

Posto isto, apontemos-lhes os defeitos, que para nós são virtudes:


publicado por Ubicikrista às 17:35

04 de Setembro de 2010

"Lo que recomiendo a todos los que les guste el tema de la bici:

mantengan un pedaleo alegre", Pedro Delgado

Aproveitando uma resposta dada neste blogue pelo Treina A Dor, no artigo andamento livre:

"Quem quer cadencia para as subidas é dar-lhe entre 100 e 115 pedaladas por minuto. Se não tiveres um medidor, olhas para o ponteiro dos segundos, e quando este chega às dezenas contas quantas vezes levantas o joelho, o direito por exemplo, até à dezena seguinte dos segundos. Entre 17 e 20 é o ideal. Se multiplicares o valor obtido por 6, por exemplo 18, terás então 108 pedaladas por minuto.", fomos ver quem é que, neste dia, mais vezes esticou o pernil.

 

publicado por Ubicikrista às 17:34

02 de Setembro de 2010

CARISMAS

Que fazem os cães quando se conhecem? Cheiram os cus

e depois decidem se vão atrás dos outros,

in O mundo do fim do mundo, Luís Sepúlveda

As palmeiras, no final de um percurso, são um sitio tão bom para confidencias, como outro qualquer.

Anda um há anos nisto:

- Gostava de subir melhor para acompanhar os da frente.

Outro:

- Gostava de treinar subidas para não largar os melhores

Aqueloutro:

- Gostava de ter um plano de treinos para subir melhor e não descolar dos primeiros

Ponto: Todos querem subir melhor

Virgula: Aqui no alentejo, ser trepador dá um jeitão igual a uma guitarra num funeral

Parêntesis: As pessoas fingem ignorar que o ciclismo é um desporto coletivo e não individual

Prova: O Inocêncio, desconhecendo pretensões de terceiros, descaiu-se e confessou:

- Gostava de andar mais, para poder ajudar o grupo. Ás vezes deixa-me pena não conseguir ajudar mais. Se não for útil não me sinto bem.

And the Oscar go to ...

publicado por Ubicikrista às 23:59

31 de Agosto de 2010

Quando as crianças brincam aos médicos, estão apenas a copiar os adultos.

In Daniel Sampaio, psicólogo

 

Esperou tranquilamente que a mãe lhe colocasse a fralda, de que fingia precisar, mas que daria jeito nessa manhã. Na cozinha tinha um prato de papa maisena à sua espera. Assim que acabou meteu três bolachas maria no bolso do capuz e correu para o átrio onde tinha o seu "mais que tudo" à espera. Olhou em redor, abriu num ápice o porta moedas da mãe e tirou de lá uma moeda, que trocaria, mais tarde por um bolo de arroz. Enfiou um velho penico de plástico sem asas pela cabeça abaixo e atou o cordel por debaixo do queixo. De seguida meteu as mãos numas meias de lã, que tirou do bolso das calças, gamadas ao irmão mais velho (as meias, não as calças). Finalmente viu-se na rua, onde já o esperam outros miudos, cada um com o seu triciclo, igual ou melhor apetrechado que o dele.

Antes de partirem todos á vez, foi decidido o caminho a tomar. Só havia duas alternativas: dar a volta ao quarteirão ou demorar um pouco mais circundando a escola. Nesse dia, como não estava tanto frio, escolheram a ultima. Dai a pouco iriam encontrar, uma meia dúzia de metros não pavimentado, em terra batida, o que era sempre motivo de desagrado do Correntino, porque as rodas se enchiam de lama ou pó, consoante a altura do ano, alegava.

Este puto tinha coisas esquisitas, por isso os outros nem sempre esperavam por ele durante o caminho, por vezes também lhe batiam e chamava-lhe maricas. Numa dessas vezes servira-se de um deles como testemunha abonatória (já que o tinham abonado) perante a sua mãe, que não tinha a certeza das suas queixas. "Se eles te baterem, bates-lhes também", aconselhou a mãe:

-  Oh mãe, mas eles são tão bonitos!

Nem todos são assim, mas também há aqui meninos muito vaidosos. Um mostra o triciclo novo que o tio lhe deu, outro é o capacete da avó, aqueloutro a roupa combinada tipo manequim, oferta da prima, idem para as rodas, o volante, a fita, os ténis, o bidão do compal, o assento e etc.

Um dos pais até dissera numa ocasião: Para quem é pequeno, isso não é mania das grandezas? Ao menos saberão andar de triciclo?

Com o seu pai também nunca se safava pois respondia-lhe com questões. Dessas, sem resposta, já ele tinha muitas, e varias vezes se perguntara naquele dia que fariam este meninos atrás dos outros mais fortes? Decerto à espera que eles não aumentem muito o ritmo e os façam descolar e depois virão a penar sozinhos um (hor)ror de metros. Não lhe parecia muito divertido. Hoje até chegara à frente de uns quantos, sabendo que lá para trás havia meninos que andam melhor.

Continuava sem perceber porque é que estes meninos não brincavam com outros meninos do seu tamanho e da sua idade, e se conseguir vir na roda, o tempo todo a assapar, era isso triciclismo.

Fechou os olhos e viu-se já adulto lado a lado, ombro a ombro, cabeça contra cabeça, a lutar pela posição por onde o seu colega de sprints haveria de passar e pareceu-llhe ouvir a voz da mãe ao longe.

- Acorda e vai dormir a sesta para o teu quarto. Estás farto de dar cabeçadas na mesa e já ias derrubando o copo de leite.

publicado por Ubicikrista às 17:36

24 de Agosto de 2010

FICÇÃO

 

"O cu é a parte do corpo que mais depressa esquece os maus tratos”.

In O mundo do fim do mundo, Luís Sepúlveda

 

Todos os domingos pela manhã, sempre que não tem provas de competição, é dos primeiros a chegar às garagens. Sonha de véspera com os companheiros/adversários que irá encontrar nesse dia, a quem vai ter que dar uma lição, mas só a alguns. Irá tentar impor um andamento tal que poucos conseguirão ir na roda. Depois de partir o grupo todo, começará com os esticões e as tentativas de fuga. Terá que ter alguma paciência, para que o momento chegue, pois os gajos mais velhos, tem a mania de não despregarem lá da frente nos primeiros quilómetros e só o fazem quando a primeira subida aparece. Às vezes escolhem caminhos sem subidas e demora mais tempo a chegar esse momento por que tanto espera. Só quando mete carga no treino da véspera é que lhe não agrada muito que outros imponham andamentos de loucos. Nesses dias só fala no treino do dia anterior e espera que não haja muitos cabeços.

Estas manhãs de domingo assemelham-se em tudo às corridas em que participa. Mas é mais fácil ganhar aqui. O pessoal nem sempre se organiza a persegui-lo como lhe fazem lá. E também não há prémios, mas a malta fica a saber como ele está a andar bem neste momento. Aliás é esta a razão principal porque cá vem competir como nas corridas.

Um dia destes ficou admirado ao ver o Três Pedais entrar-lhe pela garagem adentro, para lhe pedir de volta uma câmara de ar, que este lhe emprestara á coisa de 15 dias, quando já pensava em telefonar à mulher para o ir buscar, porque nem tivera tempo de avisar os outros do furo, já que seguiam obcecados com a mania das corridas – já era o segundo furo do dia e no primeiro desenrascara-se porque fora logo á partida -, valeu-lhe então os Três Pedais que o safou porque tinha ficado para trás a aliviar a bexiga, durante a paragem no café, e quando chegara cá fora não vira vivalma. O Três Pedais fazia parte daquele grupo de ciclistas que o admirava pela quantidade de troféus e taças que colecionam todos aqueles que ao longo dos anos entram nas provas de competição. Daí o seu silencio quando este, olhando as prateleiras preenchidas com outros apetrechos, que não as taças, o questionou acerca do paradeiro das mesmas. Continuando com a inspeção visual á garagem o Três Pedais insistia na pergunta e como não obtinha resposta ele mesmo a deu.

- És um vaidoso. Mandaste-as limpar não foi, meu vaidoso?

Perante novo silêncio embaraçoso, o Três Pedais, na sua humildade complacente, resumiu:

- Pronto não digas nada. Agora percebo a tua demora na devolução da câmara de ar. Estás sem pilim. E logo tu que andas em tantas corridas, que pena teres que vender todos os troféus. Que porra de crise.

publicado por Ubicikrista às 17:07

16 de Agosto de 2010

Ano e meio depois, os 20% do total de um percurso, voltou a ser respeitado. Tempos houve em que era 50%, 50%. Nestes últimos 18 meses, invariavelmente 100%, ou perto disso. Quem não se cumprimentasse à partida nem sabia quem estaria ou não presente. Durante anos discutíramos qual a melhor percentagem para andamento livre e para o andamento em grupo. Os tais 20% x 80% dessa altura recuperaram-se hoje.

Considerando que nos setores de andamento não livre (quando todos do grupo acompanham), está incluído Portel-Oriola (15 km) e Torre X Czto Reguengos (13 Km) a média horaria foi de 40, e de 41,5 durante 19 minutos para o 2º caso, digamos que as mentes prometem no futuro.

Já Viana-Evora, 28 km em 40 minutos – parecendo coisa de profissionais–, para os mais dotados, à média de 42, fez parte dos 20% livres.

Segue-se uma amostra de um setor de 80%, com 39º de calorina

 

publicado por Ubicikrista às 09:37

03 de Agosto de 2010

Apertado literalmente por ambas as famílias dos pais recem-divorciados, sobre a

quem queria mais, pai ou mãe, a criança que mal aprendera a falar, repetia:

- Quelo pão com keijo!

ao Paulo, meu afilhado

Este domingo não havia escapatória, i.é., sandes de queijo. Era entre, subir ou pavé. E não é que em vez se virar á direita se foi em frente, evitando assim confrontações de forças, que só interessavam a tipos sin mãeis mas com pés. Ou então, com tanto especialista mecânico presente, alguém quis experimentar naquele piso o segredo Cancelara. Chega de irregularidades e regressemos á estrada boa, explicando como andar:

*    na roda de alguém

*    atrás

*    ao lado

ou

*    á frente...Tha ketu oh Kim

publicado por Ubicikrista às 18:25

26 de Julho de 2010

O pai leva a criança ao circo, findo o qual, fascinado com a atuação dos seus novos heróis, desabafa:

- Pai, quando for grande quero ser anão!

 

Quando se abordou o tema sobre o que os ciclistas têm de mais negativo durante a fúria espanhola, o ricardo, em processo de gestação de um futuro ciclista, quiçá - linda palavra - dizia que as ovelhas são os animais mais perigosos para os ciclistas, no btt. Tardiamente, ainda vamos a tempo de concordar, não com as ovelhas, mas com os esposos, os Carneiros.

Deixar a nossa admiração ao pedro A, francisco R, ezequiel L, P amaral, carlos C, Cesar M, pois todos eles passam pelos unidos da C, pela sua aventura na 2ª volta a portugal de Masters, e ultima (130 participantes na 1ª, 80 na 2ª e...a avaliar pelas desclassificações e multas- na opção Classificações).

Ps: mesmo sem inscrição, mas com treinos, a bicicleta do Pires também participou na volta.

 

* aqueles, como são conhecidos no grupo, que seguindo um plano de preparação, aparecem para recuperar de um treino de carga na véspera, o denominado descanso ativo, e que ás vezes também serve para aquilatar o seu estado de forma. O grupo empresta cobaias.


publicado por Ubicikrista às 23:43

Nem a juventude sabe o que pode,

nem a velhice pode o que sabe, José Saramago

 

À medida que se avança na idade recua-se nas lembranças. Recordemos então que há 20 anos ninguém ligava a uma voz que repetia invariavelmente todos ao domingos de manhã:

- Vieram-me cá ver á partida, foi?

E depois começava o, enevitável, festim.

Pode-se dizer que era (ainda é) algo assim como a tempestade, e que a seguir vem a bonança… depois, nova tempestade, presume-se - só os que ficaram lá na frente o poderão dizer.

Hoje apanhámos a bonança em todo o seu esplendor.

 

publicado por Ubicikrista às 20:46

20 de Julho de 2010

Depois do passeio matinal de domingo com o seu grupo e após visitar uns amigos, no regresso a casa para ver Tour, um motociclista francês atirou-o ao chão numa rotunda. É nestas alturas que a religião deve servir para algo, enquanto o Vítor não sai do coma no hospital de Lausana. Deixamos aqui a nossa incapacidade de ajudar e uma palavra de força e esperança para a sua mãe.

FORÇA CAMPEÃO!

 

PS: dia 2 o rapaz começou a falar. Ainda confunde tudo e não reconhece colegas ciclistas e de trabalho, exceção ao Bernard. Enquanto os coágulos não se desfizerem... vai mudando de hospitais

 

PS2: dia 20 o rapaz teve alta. Ficou com visita domiciliaria da fisioterapeuta para recuperar do braço ao peito. Grandes sintomas de recuperação da memória: já sabe que caiu mas não como

publicado por Ubicikrista às 13:26

19 de Julho de 2010

O ciclismo é um desporto de grupo. Uns puxam outros protegem-se. Estudos revelam que 95% do tempo de uma etapa é passado em pelotão. Só os que querem ganhar e os (a)garrotados é que não aproveitam a oferta. Exceções:

*    Abaixo dos 5º graus
*    Debaixo de uma trovoada
*    Acima dos 38º graus

E explica-se:

Frio e vento lateral não aproveitam a ninguém, assim como ir na roda com lama e água. Finalmente andar na sombra de alguém, com calor, é um mito.

Nestas circunstâncias é cada um por si, seja furo ou corrente. Até porque o gaspacho pode arrefecer.

publicado por Ubicikrista às 01:41

11 de Julho de 2010

CARISMAS

Não contem com ele para pequenos ou grandes andamentos, ignora o ritmo do grupo, é um pouco à Pinto. Quando o grupo vai a recuperar é vê-lo passar e adiantar-se pouco a pouco gradualmente. Quando o grupo acelera é vê-lo ficar. Regula-se provavelmente pelos batimentos. Quando os dois lados acertam a velocidade acontecem coisas como a de hoje:

Com partida ás 8.40, restava-nos 50 minutos para chegar à Caridade para compromissos de índole divulgativos da modalidade. Instalou-se na frente e quando chegámos á ponte do Aldrabão, 26 kms depois, tinham passado 43,30 minutos o que dá, para os estatísticos, uma media de 36 (na verdade só há médias de 33, como já se provou). Acrescente-se um acumulado de 75 m. Nunca ninguém do grupo passou na ponte, antes dos 50 min. E nem se fala do vento lateral.

Mal tomou conta da cabeça do grupo a seguir às três ondas, começou no 17, em pedaleira grande e terminou no fim do carreto sempre em crescendo com um acelerar natural á medida que o relevo pedia, e só por duas vezes voltou atrás.

Factos:

Não houve grandes esticões e quando se deram ninguém respondeu de imediato mas só á vez.

Nem um só elemento se atrasou - mesmo o Pinto que não andava á meses – logo o que conta sempre não é dois ou três conseguirem, mas o grupo todo.

Vídeo a ser editado e atualizado peridicamente

publicado por Ubicikrista às 23:09

O futuro, que ninguém sabe o que é ou viu, às vezes anda atrás dos ciclistas e...ao lado, ao Pedro & herdºs

Há uns anos fomos subir a Serra da Estrela. Ao descer dos carros, para começar a subida, à saida da Covilhã, o Tiró Lenço que é de reguengos, grita horrorizado:

- Não abalem ainda, estou sem travões.

Nas serras estas ferraduras não fazem falta, mas para as cicloturisticas, como a de hoje, sim. Embora 20 minutos antes da partida tenha dado mais jeito a alguns ir em frente sem ter que travar para virar à esquerda (Pigeiro)

Não foi por Caridade, mas sim porque um amigo pediu, que fomos fazer vulto com todo o gosto. Foi assim nos Canaviais, na Graça do Divor e na de Borba, sempre que alguém - Gabriel Mauricio, Joaquim Miguel e agora o Cunha - quer divulgar o Cicloturismo. Gasta-se apenas mais um pouco de calços do que o habitual, em compensação poupa-se nos pedais.

Pensamento do dia: Se o tuga do D. Afonso Henrique não tivesse batido na mãe... habiamos sido campeones del mundo!

publicado por Ubicikrista às 16:26

10 de Julho de 2010

Desde o Agostinho que sabemos que os cães

são os principais inimigos dos ciclistas.

Diálogo entre Cristiano e um Jornalista americano que o perseguia.

CR: Vai andar assim sempre atrás de mim?

J: Sempre!

CR: Assim, um dia podes ser morto por alguém numa rua.

J: E tu um dia vais sofrer uma entrada que te partirão as pernas... até pode ser o Rooney!

CR: (Sorri).

Isto é espirito desportivo, o chamado fair-play, em que um pelotão aceita integrar fácimente uma besta qualquer, mas não impede decisões do publico em afastar ciclistas. Já uma organização pode fazê-lo, com a expulsão até, quando vê ciclistas profissionais praticando outras modalidades. Desta vez já não estando em competiçao a sanção foi distinta... 150 €, mas não deixa de ser um crime tentar partir, com o capacete, uma roda Bora que custa para cima de 1200€ cada.

 

NOTA: Fica provado que o ciclismo é um desporto de contacto, não de full contact. Ao contrario dos não profissionais que guardam as ultimas forças, no fim de uma etapa, para se sentarem no chão ou deitarem-se na relva

publicado por Ubicikrista às 03:36

05 de Julho de 2010

FICÇÃO

Dos vários tipos de vingança, a do Chinês é a mais conhecida,

mas nada se compara à da mulher dos tremoços, In I

 

Os ciclistas parecem odiar o sexo, já que passam grande parte do tempo em cima dele, esmagando-o contra o selim. Mas a sério, o sexo do cilcista é assunto tabu e tão confidencial que ninguem se expõe. A exceção foi o Porta Bombas que disse uma vez não perceber a mulher de à uns anos para cá, quando entrou na menopausa. Com um curriculo tão vasto em doenças, nos momentos cruciais das batalhas corporais, não sabia se ela gemia de prazer ou das dores nas costas. Mas se não falam deles com as mulheres, falo eu de mim, pois seguramente também já vos aconteceu o mesmo.

Um gajo chega a casa e quer recompensá-las das ausências dos treinos. Mete a porcaria do Tony Carreira a tocar, e tal como dizem os CTT em relação ao código postal, é meio caminho andado. Uns amassos depois, como canta a Calcanhoto, e o melhor amigo do homem - não, não é o cão, isso é um mito - levanta-se sem precisar da voz do dono. È nessa altura que surge a desculpa de que a mãe nesse dia - mentira noite - está lá em casa a dormir. Mas não, desta vez não vamos aceitar essa desculpa mitica. Vamos ser mais originais. Retrocedamos então um pouco para  darmos voz á esposa: Oh querido!... agora não tenho vontade. Abraca-me só, pode ser? E diz-me isto com uma descontração na voz que só as mulheres sabem ter - e também já alguns homens. Serão mesmo homens? - ... Eu penso cá para mim: Ké? Ela completa o ramalhete sem ouvir a minha resposta com aquelas palavras femininas mágicas que todas(?) têm na ponta da língua:
- Vocês são todos iguais! Não percebem as necessidades sentimentais de uma mulher.

Porra,  eu nem sequer respondi porque ainda estava a engolir em seco e fora nessa fração de segundos que ela falou. Tá bem pronto, como dizia o meu pai,  “coisa” adiada é coisa perdida. Por mim conformo-me, mas á que tratar do melhor amigo do homem - ainda haverá por aí teimosos que insistam no cão? -  e uns minutos debaixo do chuveiro de agua fria, normaliza a situação.

publicado por Ubicikrista às 23:12

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